Investir melhor
Cintia Frankfurt: como ela saiu das dívidas e hoje tem mais de R$ 1 milhão investidos
Sair das dívidas e começar a investir exige mudança de comportamento, paciência e consistência
Cintia Frankfurt
@falando_em_investirFundadora do Falando em Investir, analista CNPI e consultora CVM. Possui ampla expertise em planejamento financeiro e investimentos. Por meio de sua consultoria, orienta as pessoas a investir com segurança, ajudando-as a alcançar seus sonhos e objetivos de vida.
A história da Renata é daquelas que inspiram porque mostram a vida como ela é: com altos e baixos, recomeços e conquistas. Ela já foi endividada, poupadora, investidora confusa — e hoje tem mais de R$ 1 milhão investidos.
O caminho não foi fácil, mas foi possível. E talvez você se reconheça em alguma parte dessa jornada.
Antes de tudo, um aviso importante: aqui não tem clichê nem fórmula mágica. Sair das dívidas e começar a investir exige mudança de comportamento, paciência e consistência. Há dias bons, dias frustrantes e muitas dúvidas no meio do caminho. Mas o que separa quem transforma a vida financeira de quem continua no mesmo lugar é a decisão de começar — e não parar mais.
Por que investir é tão importante?
Eu não sei sobre você, mas eu quero ter o mesmo conforto que tenho hoje até o fim da vida — ou até mais. Quero envelhecer com tranquilidade, poder escolher onde e como viver. E para isso, não basta trabalhar: é preciso fazer o dinheiro trabalhar por você.
Sonhar com a aposentadoria na praia, com viagens e tempo livre é ótimo. Mas vale se perguntar: com que dinheiro você vai pagar por tudo isso? É nesse ponto que entram os investimentos. E foi exatamente esse pensamento que mudou o rumo da história da Renata.
Fase 1: A endividada que acreditava estar no controle
Renata tinha uma boa carreira, um carro novo, uma rotina confortável — e muitas parcelas. Tudo parecia sob controle, já que ela pagava tudo em dia: financiamento do carro, empréstimo consignado e várias compras no cartão. Mas havia um problema invisível: ela devia mais do que tinha guardado. Se perdesse o emprego, não conseguiria pagar as contas.
Além disso, os juros das dívidas eram altos, e boa parte da renda se perdia apenas para cobri-los. Ela vivia um conforto sustentado por crédito — e isso podia ruir a qualquer imprevisto.
Fase 2: A poupadora que decidiu mudar
Renata percebeu que precisava mudar antes que algo desse errado. Começou reduzindo gastos: cortou o delivery, diminuiu as corridas de aplicativo e passou a cozinhar mais em casa. Descobriu que podia se divertir sem gastar tanto e que o equilíbrio era mais sustentável do que a privação total.
Mas queria acelerar o processo, então criou uma renda extra dando aulas particulares. Em dois anos, conseguiu quitar as dívidas do carro e os empréstimos. Com as contas em ordem, passou a guardar o valor que antes era destinado às parcelas — o primeiro passo rumo à liberdade financeira.
O único deslize? Todo o dinheiro ia para a poupança, que rendia pouco.
Fase 3: A investidora mal orientada
Com as dívidas quitadas e R$ 50 mil guardados, Renata se sentia realizada. Foi quando recebeu uma ligação do banco: sua gerente ofereceu investimentos “melhores que a poupança”. Sem entender muito, aceitou. Por um tempo, tudo parecia ótimo — até que um dos investimentos passou a valer menos do que o aplicado.
Assustada, resgatou tudo e jurou que não investiria mais. Esse é um erro muito comum: investir sem entender no que está aplicando. Renata não tinha clareza sobre risco, prazo ou propósito — e isso gerou medo e frustração.
Fase 4: A investidora consciente
Mesmo com esse tropeço, Renata não desistiu. Continuou guardando dinheiro todos os meses e decidiu aprender mais sobre investimentos. Pesquisou sobre Tesouro Direto, renda fixa, fundos imobiliários, ações… mas quanto mais lia, mais confusa ficava. Ela queria investir melhor, mas tinha medo de errar.
Foi então que descobriu a consultoria de investimentos, um serviço totalmente isento — diferente dos gerentes e assessores, que são remunerados pelos produtos que indicam. O consultor, por outro lado, é pago apenas pelo cliente e monta um planejamento alinhado aos seus objetivos e perfil de risco.
Com ajuda profissional, Renata entendeu o que fazia sentido para ela, definiu metas e criou uma rotina de investimento consistente. Aos poucos, viu suas finanças ganharem leveza e segurança. Hoje, aos 47 anos, tem mais de R$ 1 milhão investidos e uma relação tranquila com o dinheiro.
O que podemos aprender com essa história?
A jornada da Renata é a de muita gente: do João, da Maria, da Camila — e, talvez, a sua. Cada um está em uma fase diferente: alguns tentando sair das dívidas, outros começando a guardar, outros buscando investir com mais consciência. E está tudo bem. O importante é dar o próximo passo.
A educação financeira não é sobre perfeição, é sobre progresso.
Com orientação, constância e vontade de aprender, é possível transformar sua relação com o dinheiro e conquistar o futuro que você deseja.
*As opiniões contidas nessa coluna não refletem necessariamente a opinião da B3
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