ETFs
XP Asset: Do balcão para a Bolsa. O que muda com a listagem dos ETFs de NTN-B?
XP Asset Management
A XP Asset faz parte da XP Inc., um dos maiores grupos financeiros do Brasil. A gestora oferece um portfólio abrangente, voltado tanto para investidores institucionais quanto para pessoas físicas que buscam independência, transparência e consistência de longo prazo. A XP Asset consegue entregar uma ampla gama de soluções de investimento de alta qualidade, o que tem impulsionado fortemente o crescimento de seus ativos sob gestão (AUM). A oferta diversificada da gestora inclui estratégias em Renda Variável, Renda Fixa, Multimercados, Crédito Estruturado, Indexados, Situações Especiais, Imobiliário, Agronegócio, Infraestrutura, Private Equity e Venture Capital.
Em seu evento anual, a XP Asset Management anunciou o lançamento dos primeiros ETFs compostos por um único vencimento de NTN-B, os títulos Tesouro IPCA + do Tesouro Direto. Esses ETFs, o XB3511 e o XB5011, permitem aos investidores acessar via B3 as NTN-Bs com vencimento em 2035 e 2050. Mas qual a vantagem para o investidor, dado que esses títulos já existem no mercado de balcão e no Tesouro Direto?
A negociação via B3 permitirá aos investidores ampliar o leque de estratégias, dado que os ETFs podem ser utilizados na criação de opções de compra e de venda, alugados e até mesmo podem ser objeto de posições vendidas por parte de investidores não tributados.
Além disso, a negociação em Bolsa ocorre pelo preço do ativo e não pela taxa, permitindo ao investidor mais transparência no que se refere aos custos de negociação. Na negociação dos títulos, usualmente se usa a taxa (yield) na hora de comprar e vender, fazendo com que os investidores de varejo, em especial, frequentemente não compreendam a magnitude do spread (diferença entre os preços de compra e venda) e o impacto financeiro dele.
Outra vantagem trazida pelos ETFs é de caráter prático. As NTN-Bs em geral, com exceção das versões “principal” disponíveis no Tesouro Direto, pagam cupons semestrais. Esses cupons demandam que o investidor, para se manter investido, tenha de comprar mais papéis sempre que ocorre o pagamento. No caso dos ETFs, essa reaplicação é feita pelo próprio gestor, sem impacto para o investidor. E o melhor; dentro do ETF, os cupons não são tributados – logo, o reinvestimento ocorre sobre o valor integral e não sobre o valor líquido, como ocorreria na compra do título diretamente. Essa diferença, que parece pequena no curto prazo, impacta consideravelmente o retorno do investimento, dado que na NTN-B há uma antecipação do imposto (similar ao que ocorre no come-cotas dos fundos de investimento) em relação ao que ocorre no ETF. O gráfico abaixo ilustra esse impacto com base nos preços da NTN-B2035 nos últimos anos.
Retorno de um investimento de R$ 100.000

A tributação também é um diferencial desses ETFs: enquanto fundos de renda fixa e os próprios títulos estão sujeitos ao IOF regressivo nos primeiros 30 dias, os ETFs possuem alíquota zero de IOF, independente do prazo. No caso do imposto sobre o ganho de capital, os ETFs também possuem uma alíquota fixa, de 15%, enquanto fundos e as NTN-Bs são tributados de forma regressiva, atingindo os 15% apenas 2 anos após o investimento. E o melhor, no caso destes ETFs não há a necessidade de recolhimento de DARF, dado que a responsabilidade tributária é da própria corretora, que recolhe o imposto no momento da venda do ETF.
Mas essas vantagens já não existiam em outros ETFs de Renda Fixa? Os ETFs listados até hoje eram de índices compostos por vários vencimentos, com regras de rebalanceamento periódico. Isso faz com que o investidor não tenha uma previsibilidade da taxa de seu investimento. No caso dos novos ETFs, como o investimento é em um único vencimento, há maior transparência nesse acompanhamento.
Por todos esses pontos, o XB3511 e o XB5011 devem democratizar ainda mais o acesso aos títulos IPCA +, entregando praticidade e transparência aos investidores.
As opiniões contidas nessa coluna não refletem necessariamente a opinião da B3
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