Glossário

Hedger - O que é, significado e definição

Entenda o conceito de hedge e como os agentes utilizam produtos do mercado financeiro para minimizar riscos

No mercado financeiro, hedger é o agente, investidor, empresa ou produtor que utiliza derivativos (futuros, opções e swaps) para proteger posições e reduzir a exposição a oscilações de preços, câmbio, juros e ações. A estratégia de hedge reduz riscos, mas não os elimina. 

Exemplos: uma companhia aérea firma futuros de combustível ou um swap ligado ao petróleo para estabilizar custos; uma exportadora fecha NDF ou futuro de dólar para assegurar a margem em reais; um produtor rural vende futuros da safra para fixar receita mínima; um investidor compra opções de venda do Ibovespa para proteger sua carteira de ações.

Formas de realizar Hedge?

  1. Contratos futuros: padronizam quantidade, data, especificações do ativo e permitem travar uma referência de preço para data futura. 
  2. Opções: conferem ao comprador o direito de comprar ou vender um ativo a preço previamente definido (strike) em uma data definida. 
  3. Swaps: são contratos em que as partes trocam fluxos de caixa referenciados a índices distintos, em datas previstas ao longo do prazo.
  4. Diversificação: reduz risco por meio da combinação de ativos com comportamentos distintos e correlações menores. Atua como gestão de risco complementar ao hedge.

Quando usar o hedge: exemplos práticos

  1. Commodities: companhias aéreas, agricultores e indústrias intensivas em insumos usam futuros para reduzir incerteza de custos e receitas (ex.: combustível e grãos).
  2. Mercado de ações: investidores compram puts sobre o índice ou sobre ações da carteira para estabelecer proteção contra quedas acentuadas.
  3. Moedas (câmbio): exportadores e importadores protegem suas margens ao travar taxas de câmbio com derivativos, evitando que desvalorizações ou valorizações inesperadas corroam resultados operacionais.
  4. Taxas de juros: bancos e seguradoras transformam exposições de taxa flutuante em fixa (ou o inverso), o que estabiliza custo ou receita financeira ao longo do tempo.

Benefícios do hedge

  • Redução de volatilidade e previsibilidade maior nas finanças corporativas e nas carteiras.
  • Proteção de margens e estabilização de fluxo de caixa em ambientes de preços instáveis.
  • Eficiência de gestão de risco em mercados com derivativos líquidos e padronizados.

Riscos e limitações

  • Custo: prêmios de opções, margens e ajustes em bolsa podem reduzir retorno líquido.
  • Risco de base: a proteção pode falhar parcialmente se o derivativo não refletir o preço recebido ou pago no mercado físico/à vista.
  • Complexidade operacional: contratos exigem governança, controles e conhecimento técnico para evitar erros de modelagem e execução.

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