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CEO da B3, Gilson Finkelsztain destaca evolução do mercado de capitais e vê cenário otimista para ações  

Finkelsztain reforçou que, apesar dos desafios locais e externos, o setor cresceu de forma saudável

A evolução do mercado de capitais e as perspectivas para os investimentos foram tema do painel de abertura do MKBR 26, e o CEO da B3, Gilson Finkelsztain, reforçou que, apesar dos desafios locais e externos, o setor cresceu de forma saudável. 

“A combinação de digitalização, educação financeira e acesso gerou a evolução do mercado de capitais nos últimos anos. Tenho a sensação de que estamos indo para o lugar certo no rumo do mercado”, destacou Finkelsztain.  

O debate no evento realizado pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) e a B3, a bolsa do Brasil, também teve a presença de Carlos André, presidente da Anbima, que ressaltou o olhar para o investidor, o dinamismo para o mercado e as regulações como evoluções muito importantes nos últimos anos. 

Otimismo para os investimentos em ações 

Após um 2025 de crescimento de mais de 30% no Ibovespa B3, as ações brasileiras continuam, em 2026, com um fluxo de estrangeiros alto, que vêm beneficiando a renda variável brasileira.  

Neste cenário, o CEO da B3 destacou seu otimismo e disse que acredita nas voltas dos IPOs, com um cenário mais estável no ambiente global. “O ADTV tem crescido com dinheiro estrangeiro, com uma realocação global do mercado emergente, e a tendência é continuar, já que o investidor global entendeu que talvez esteja alocado demais em alguns países e vê o Brasil com boas empresas, baratas e sólidas”. 

“Me parece que o estrangeiro está se importando menos com a transição política, do que o investidor local, por isso, acredito na volta dos IPOs e que a janela pode reabrir, a depender do fluxo estrangeiros. Sigo otimista, com mais de 50 empresas prontas para fazer esse movimento”, apontou. 

Carlos André ainda reforçou que cenário atual surpreendeu, já que o aumento do risco geopolítico antes trazia uma desvalorização da bolsa e do real ante o dólar, “mas dessa vez os investidores passaram a olhar os mercados emergentes, na margem, com um efeito reverso”. 

Renda fixa e crédito privado 

Do outro lado, Finkelsztain vê que a renda fixa continuará forte nos próximos anos, e que o crédito privado tem um papel importante na consolidação de um mercado de capitais saudável. 

“É muito provável que a alocação do investidor brasileiro, majoritariamente, continuará em renda fixa, por isso, é muito produtivo ter as empresas um mercado de capitais local forte no crédito privado”, apontou. 

O presidente da Anbima, inclusive, destacou que o principal fator atual do crédito privado é “que o mercado está funcional, com um mercado secundário com liquidez, com referência de preço”. 

Desafios nos investimentos 

Por fim, o CEO da B3 afirmou que o maior desafio para o setor nos próximos anos é “ter estabilidade de regras e tributos. Com diminuição de custo e simplificação do que dá para ser simplificado. Essa deveria ser a agenda, como um mantra de simplificação e estabilidade”. 

Além disso, ele apontou que o risco fiscal continuará em pauta, e que após as eleições de 2026, esse deve ser um tema que precisará ser discutido pelo bem das próximas gerações de brasileiros.  

“Temos um encontro de contas no início do ano que vem, que precisará ser discutida em relação ao fiscal, para que as próximas gerações tenham um país que querem viver, investir, com juros estáveis e inflação baixa”. 

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