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Empregos nos EUA crescem abaixo do esperado em outubro

Foram criadas 150 mil vagas, 30 mil a menos que as projeções

Novos dados podem indicar os passos a serem tomados pelo Fed, o Banco Central americano.

Por Redação B3 Bora Investir

O mercado de trabalho resiliente nos Estados Unidos (EUA) tem sido um dos principais entraves para o Federal Reserve (Fed). O Banco Central americano tem trabalhado para levar inflação para a meta de 2%. Para isso, mantém elevada a taxa de juros, em uma tentativa de desacelerar a economia.

Nesta sexta-feira, 03/11, os números do Payroll, que é o relatório do Departamento de Trabalho, mostraram que a economia americana criou 150 mil empregos em outubro. Esse resultado veio abaixo do esperado pelo mercado, que previa abertura de 180 mil postos de trabalho.

Com menos vagas criadas, a taxa de desemprego avançou para 3,9%, acima da expectativa de 3,8% e no maior valor em quase dois anos. Essa aceleração mostra que a procura de trabalhadores por empregadores começa a arrefecer.

O salário médio por hora trabalhada cresceu 0,21% em outubro, também abaixo da alta de 0,3% prevista. Em 12 meses, o salário subiu 4,1%, acima dos 4% esperados.

O economista-chefe do banco Master, Paulo Gala, explica que esses resultados mostram o início de uma perda de ritmo no mercado de trabalho dos EUA.

“Nos últimos cinco ou seis meses, a economia americana vinha criando quase 300 mil vagas por mês, o que mostra que há uma desaceleração no mercado de trabalho. Os aumentos salariais também perderam força, o que também é uma boa notícia”.

Esse enfraquecimento do emprego é visto como um resultado da manutenção dos juros mais altos. Uma política monetária mais apertada diminui a confiança das empresas e reflete também num consumo mais baixo das famílias, e consequentemente, menos inflação.

Nesta semana, o Federal Reserve manteve as taxas de juros dos Estados Unidos no intervalo entre 5,50% e 5,75%, maior patamar em 22 anos. No comunicado, o Fed afirmou que o aumento nos rendimentos dos títulos do Tesouro (Treasuries) de longo prazo podem pesar sobre o desempenho da economia e da inflação.

Impactos no mercado dos EUA

Segundo Paulo Gala, na esteira do Fed e de um Payroll mais fraco, o rendimento dos títulos do Tesouro americano de 10 anos caíram para 4,57%, de um patamar de 5% na semana passada.

“O mercado de Treasuries está muito volátil, mas as notícias desses últimos dias são muito boas. Tivemos o Fed com uma leitura mais ‘light’, indicações que a economia dos Estados Unidos está desacelerando e o mercado de trabalho mais fraco contribui para controle de inflação”, conclui o economista.

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