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Entenda como será o programa ‘Voa Brasil’ com passagens de avião a R$ 200

Aplicativo para comprar passagens mais baratas começa a funcionar em agosto. Poderão participar do programa quem não tiver realizado voos domésticos nos últimos 12 meses

Avião da Azul decola do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e passa por cima de avenida
Aeronave da Azul decolando do aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Por Redação B3 Bora Investir

Em agosto começa valer o novo programa do governo que vai vender passagens aéreas mais baratas, por até R$ 200 o trecho. O ‘Voa Brasil’, como foi batizado, terá um aplicativo onde o consumidor vai se cadastrar e fará a compra do ticket.  

O desconto, anunciado pelo ministro dos Portos e Aeroportos, Márcio França, só será concedido aos brasileiros que não realizaram voos domésticos nos últimos 12 meses. O governo também estuda oferecer um parcelamento em 12 prestações sem juros.

Para evitar que usuários recorrentes de voos comerciais usem o programa, o que comprometeria as vendas, só podem usar o benefício aposentados, pensionistas, estudantes ou pessoas que possuam renda de até R$ 6.800.

“Vamos criar um aplicativo, que você vai digitar o seu CPF e se você não voou nos últimos 12 meses, você escreve lá: ‘eu quero ir de Brasília a Manaus’, aí vai te dar todas as opções, que é sempre por um único valor de R$ 200; R$ 200 de ida e R$ 200 de volta”, disse o ministro no ‘A Voz do Brasil’.

Ociosidade dos assentos

Pelos cálculos do ministro, o ‘Voa Brasil’ pode oferecer por ano entre 14 milhões e 15 milhões de passagens a R$ 200.

Isso porque serão vendidos os assentos vagos de voos em que não se consegue ocupar toda a aeronave, o que gera uma demanda ociosa de oferta. Entre março e novembro, a estimativa do governo é que 21% dos assentos não são ocupados.

Para Márcio França é um ‘equívoco’ as companhias aéreas aumentarem os preços dos bilhetes de clientes que costumam utilizar transporte aéreo com frequência. Por isso a ideia é ampliar o público para além dos que já viajam de avião normalmente.

Segundo o ministro, Latam, Gol e Azul – que são as três principais companhias aéreas do país – aceitaram participar do programa.

Empresas áreas ‘low cost’

Para aumentar a concorrência e ajudar a derrubar o preço das passagens aéreas, Márcio França afirmou que vai trazer ao país as chamadas empresas aéreas ‘low cost’, que comercializam voos mais baratos.

“O presidente Lula me pediu para trazer ao Brasil as empresas que voam mais barato. Elas vão chegar ainda neste ano. Mas eu achei justo avisar as três empresas que operam no Brasil, que têm 10, 15 mil funcionários”, concluiu.

Setor aéreo

O setor aéreo registrou recorde no transporte de passageiros para destinos nacionais no mês passado. Foram 7,3 milhões de pessoas transportadas, uma alta de 3,3% em relação a maio de 2019, período pré-pandemia.

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), as demanda de voos domésticos tiveram alta em maio: 7% na comparação com o mesmo mês de 2019. A oferta de assentos teve uma alta ainda mais expressiva: 13,8%.

No mês passado as passagens aéreas ficaram 17,73% mais baratas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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