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“Estamos sendo observados neste momento por investidores do mundo todo”, diz Haddad

Para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a economia brasileira vive uma oportunidade imperdível de crescimento

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em painel na XP Expert 2023. Foto: Paulo Bareta/ Divulgação
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em painel na XP Expert 2023. Foto: Paulo Bareta/ Divulgação

Por Guilherme Naldis

O Brasil possui uma oportunidade única de crescimento econômico na visão do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT). Para ele, aliar a recomposição do ambiente de negócios, as reformas macroeconômicas e as possibilidades oferecidas pela economia verde são o caminho para o Brasil ser destaque em crescimento e responsabilidade fiscal no mundo.

“Estamos sendo observados neste momento por investidores do mundo todo. Se a gente acelerar a agenda econômica vai aproveitar a disposição dos investidores internacionais. Se não, daqui a cinco anos, vamos nos arrepender”, completou. 

O evento completo você confere aqui

“A gente tá com tudo para pegar essa janela de oportunidade que está aberta. Mas ela não vai ficar assim para sempre, e deve se fechar em dois ou três anos”, disse, no painel “A visão do Ministério da Fazenda para o futuro do Brasil”, um dos mais aguardados da Expert XP 2023.

O painel teve mediação de Caio Megale, economista-chefe da XP, Rafael Furlanetti, sócio e diretor institucional da empresa, e Junia Gama, analista política também da XP.

Avanço das pautas econômicas

Na conversa Haddad demonstrou otimismo com o futuro da agenda econômica do país. Mas que, para ter sucesso, os órgãos da república precisarão cooperar. 

“Quem governa não é só o Executivo. A Câmara, o Senado, o Banco Central, o Judiciário… todos eles são importantes para definir o rumo do país”, afirmou. Mais do nunca, afirmou o ministro, para avançar o Brasil precisará da cooperação do Congresso Nacional para avançar na pauta econômica. 

Para ele, a ação conjunta dos poderes foi eficaz no primeiro semestre, o que permitiu a aprovação do Arcabouço Fiscal e o início da tramitação da reforma tributária. Ainda assim, não foi tudo perfeito: nota 9,5, em sua avaliação. “Mas pode ser 10!”, disse no evento.

Banco Central e Fazenda 

Haddad argumenta que é muito comum que a autoridade fiscal e a monetária tenham divergências, pois cada uma vê a economia de uma perspectiva diferente. Ainda assim, o ideal é harmonizar as políticas e, por isso, o fluxo de informações trocadas entre a Fazenda e o Banco Central é constante.

“Se eu não equilibrar o fiscal, não adianta a inflação estar baixa. Ela vai voltar. O equilíbrio deve ser constante. Não vi nada que saísse do tom na conduta do Bacen”.

Reformas devem gerar mais produtividade

O ministro afirmou que a Reforma Tributária é essencial para ganharmos produtividade, e por isso os esforços da sua Pasta deverão ser concentrados nela durante o segundo semestre. 

Ele exemplifica: “o setor que mais aumenta a produtividade do Brasil é o agronegócio. Existem vários fatores: uma delas é a tecnologia que, em conjunto com a Embrapa, gera inovação junto do poder público. Mas o outro é que a distorção tributária dentro do agro é muito menor do que a da indústria ou dos serviços”.

Igualmente, a Reforma Administrativa pode ser uma nova fonte de economias para o Estado, ao passo que a proposta é enxugar os gastos da máquina pública e de seus funcionários, segundo o ministro. 

“Eu sou da tese que se a gente aperfeiçoar os concursos públicos, as avaliações dos servidores e a progressão nas carreiras de Estado, valorizando o mérito, o serviço público pode ficar muito melhor e mais barato”, afirmou.

PEC dos precatórios no Supremo 

No painel, o ministro afirmou que uma das preocupações da sua gestão é o julgamento do Projeto de Emenda à Constituição (Pec) dos Precatórios, que deve ser pautado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nos próximos meses, na sua expectativa.

“Se a Pec for julgada inconstitucional, vamos precisar acomodar cerca de R$ 100 bilhões de dívida”, estima. Neste caso, será necessário reunir a Fazenda com o Ministério do Planejamento e o Banco Central para discutir o impacto do aumento deste passivo para as finanças públicas.

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