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Ibovespa fecha em queda de 0,65%, a 128 mil pontos, com varejo e consumo liderando perdas

Na semana anterior, o principal índice da bolsa fechou estável

Bolsa de valores. Foto: Pixabay.
Bolsa de valores. Foto: Pixabay.

A bolsa de valores fechou em queda de 0,65%, a 128.340,54, nesta segunda-feira (04/03), depois de um início de pregão alternando entre os campos positivo e negativo.

A queda do setor de varejo e consumo empurrou o Ibovespa para baixo, apesar da alta da Petrobras.

O Icon, índice do setor, tinha queda de cerca de 1,5%, a maior entre os índices setoriais. Na semana anterior, o principal índice da bolsa fechou estável.

Dólar

Da mesma maneira, no final do pregão, o dólar desceu 0,16% em relação ao real, cotado a R$ 4,9474.

Nesse sentido, no cenário internacional, a moeda norte-americana desceu 0,03%, a 103,83 pontos.

Ações em alta

IRB (IRBR3) +10,10%

Recrusul (RCSL3) +5,08%

Enjoei (ENJU3) +4,47%

Embraer (EMBR3) +4,33%

BRF (BRFS3) +2,89%

Ações em queda

Infracommerce (IFCM3) -10,29%

Cruzeiro do Sul (CSED3) -7,25%

Pão de Açúcar (PCAR3) -7,22%

Mobly (MBLY3) -6,61%

Petz (PETZ3) -5,73%

Os rankings contemplam ações com volume superior a R$ 1 milhão, pertencentes ou não ao Ibovespa e outros índices. As cotações foram apuradas às 18h07, mas podem ter atualizações.

Bolsas mundiais: Nova York

As bolsas de Nova York fecharam mistas, com os índices piorando de desempenho no fim do pregão. O Nasdaq foi o mais punido, ainda que siga próximo da máxima histórica de fechamento.

Simultaneamente, o Dow Jones foi pressionado pela queda da Apple, após a empresa ser multada em quase US$ 2 bilhões pela União Europeia por práticas que o bloco considera injustas a concorrentes.

Dessa maneira, o Nasdaq fechou em queda de 0,41%, aos 16.207,51 pontos, ainda próximo da máxima histórica de fechamento de 16.274,94 pontos, marcada na sexta-feira. O S&P 500 cedeu 0,12%, aos 5.130,95 pontos. O índice marcou o recorde de 5.137,08 pontos na sexta-feira (1º). O Dow Jones caiu 0,25%, aos 38.989,83 pontos.

Europa

As bolsas europeias fecharam majoritariamente em baixa em meio à expectativa com a decisão do Banco Central Europeu (BCE). As projeções majoritárias apontam que a taxa de juros seguirá inalterada na zona do euro, diante das dificuldades ainda existentes para o alcance da meta de inflação.

Em Londres, o FTSE 100 cedeu 0,55%, aos 7.640,33 pontos. O índice DAX, de Frankfurt, recuou 0,11%, aos 17.716,17 pontos. O CAC-40, referencial da Bolsa de Paris, subiu 0,28%, para encerrar aos 7.956,41 pontos.

Entre os outros índices referenciais da região, o FTSE MIB, de Milão, cedeu 0,07%, a 32.912,34 pontos; em Lisboa, o PSI 20 caiu 0,39%, aos 6.175,64 pontos. O Ibex 35 fechou com variação positiva de 0,05%, a 10.069,80 pontos. 

Exterior e o impacto sobre o Ibovespa

Em semana de agenda cheia lá fora, mas vazia no Brasil, a bolsa de valores deve ser impactada pelo desempenho das bolsas nos Estados Unidos.

A decisão do BCE e do payroll nos Estados Unidos está no radar para a semana.

“O apetite por risco está muito elevado, tanto na Europa quanto nos EUA. Brasil acabou subindo um pouco (na semana passada), mas está um pouco atrás por sofrer com as questões da Petrobras”, diz Paulo Gala, economista-chefe do banco Master.

Balanços

Nesta semana, os investidores acompanham a agenda de balanços no Brasil, com destaque para a Petrobras, que divulga seus números na quinta-feira (7). A empresa sofreu forte desvalorização na semana anterior, caindo 5% (PETR4) e 6% (PETR3).

“O mercado não gostou muito das declarações do Jean Paul Prates (presidente da empresa) sobre dividendos”, complementa Gala.

Além disso, há a divulgação dos balanços de Vibra (VBB3), Raia Drogasil (RADL3), PetroReconcavo (RECV3), Dexco (DXCO3), SLC (SLCE3), Taesa (TAEE11), 3R (RRRP3), Braskem (BRKM5), CSN (CSNA3), CSN Mineração (CMIN3), Magazine Luiza (MGLU3), Fleury (FLRY3) e Petz (PETZ3).

*Com informações de Estadão Conteúdo e Dow Jones Newswires.

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