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IGP-M avança 0,52% em março, mas ainda acumula deflação em 12 meses

O IGP-M calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil

Com ISTOÉ Dinheiro

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O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 0,52% em março, após ter registrado queda de 0,73% em fevereiro, com sinais de impacto da alta do petróleo devido ao conflito no Oriente Médio, informou nesta segunda-feira, 30, o FGV IBRE.

Com o resultado, o índice passa a acumular alta de 0,19% no ano e deflação de 1,83% em 12 meses. Em março de 2025, o IGP-M havia apresentado queda de 0,34% no mês, acumulando variação de 8,58% em 12 meses.

A alta em março foi impulsionada pelo avanço dos preços das matérias-primas brutas. Veja detalhamento.

O IGP-M calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

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O IGP-M é composto por 3 subíndices:

  • Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA): 0,61%
  • Índice de Preços ao Consumidor: 0,30%
  • O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC): 0,36%

“O IPA mantém-se sob forte influência da agropecuária, com destaque para as contribuições de bovinos, ovos, leite, feijão e milho, que ajudaram a impulsionar a aceleração do índice. Ao mesmo tempo, o agravamento do cenário geopolítico no Oriente Médio já se reflete nos preços de derivados de petróleo, indicando a disseminação dessas pressões para outros segmentos.”, destacou  Matheus Dias, economista do FGV IBRE.

O IGP-M também é chamado de “inflação do aluguel” por ser usado como referência para reajustes de contratos comerciais, ainda que não seja único índice utilizado para este fim.

*Matéria publicada originalmente em IstoÉ Dinheiro, parceiro de B3 Bora Investir

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