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Antes do anúncio de tarifas de Trump, Ibovespa B3 fecha estável; dólar fecha a R$ 5,69

Veja como se comportaram o Ibovespa e o dólar nesta quarta-feira (2) e o que movimentou os ativos

O Ibovespa B3 apresentou uma sessão bastante volátil nesta quarta-feira, em linha com o movimento registrado pelas bolsas americanas. Depois de oscilar entre os 130.393 pontos e os 131.424 pontos, o índice encerrou perto da estabilidade, com leve alta de 0,03%, aos 131.190 pontos.

Mais uma vez, o pregão foi de liquidez reduzida, o que potencializou as oscilações. Investidores adotaram uma postura mais cautelosa por causa do anúncio de novas medidas tarifárias pelos Estados Unidos, que está sendo feito neste momento.

Ibovespa hoje

Sem o apoio de ações com peso no índice, como Vale e Petrobras, o Ibovespa teve dificuldade de registrar uma alta firme. Na contramão da subida registrada nos preços de petróleo e do minério de ferro, as ações da mineradora caíram 0,45%, enquanto as PN da petroleira cederam 0,27%.

Entre as maiores altas da sessão ficaram os papéis do GPA, que subiram 15,84%. A disparada dos papéis fez o valor de mercado da companhia chegar a R$ 1,72 bilhão, o que seria o maior desde agosto de 2023, quando o montante bateu R$ 1,77 bilhão.

Na ponta contrária, entre as maiores desvalorizações ficaram as ações da CSN, que recuaram 5,17%.

O volume financeiro do índice na sessão foi de R$ 12,5 bilhões e de R$ 17,0 bilhões na B3.

Dólar hoje

Com os participantes do mercado ansiosos antes do anúncio das tarifas recíprocas a serem adotadas pelos Estados Unidos, o câmbio doméstico enfrentou um dia de instabilidade, mas se manteve com oscilações entre margens estreitas na sessão desta quarta-feira.

À espera do anúncio de Donald Trump, o dólar encerrou o dia em alta contra o real, próximo do nível de R$ 5,70, em um comportamento similar ao observado em outras moedas da América Latina.

No encerramento dos negócios no mercado à vista, o dólar terminou a quarta-feira cotado a R$ 5,6986, em alta de 0,27%.

Já o euro comercial subiu 0,83% e encerrou a sessão negociado a R$ 6,1830.

Em outros mercados emergentes, o dólar operava em alta de 0,65% contra o peso mexicano no fim da tarde; subia 0,19% em relação ao peso colombiano; tinha alta de 0,98% frente ao peso chileno; e saltava 1,82% na comparação com o rand sul-africano.

Já o índice DXY, que mede o desempenho do dólar contra uma cesta de outras seis moedas principais, operava em queda de 0,40%, aos 103,844 pontos.

Bolsas de Nova York

Em um dia marcado pela baixa liquidez e alta volatilidade dos mercados, as bolsas de Nova York terminaram o pregão desta quarta-feira (02) em alta, seguindo o movimento dos Treasuries e à espera do anúncio das tarifas recíprocas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marcado para depois do fechamento dos negócios.

No fechamento, o índice Dow Jones avançou 0,56%%, aos 42.225,32 pontos, enquanto o S&P 500 subia 0,67%, aos 5.670,97 pontos, e o Nasdaq valorizava 0,87%, aos 17.601,05 pontos.

Entre as ações, o destaque foi para valorização das ações da Tesla, que subiram 5,31% após reportagem do site americano “Politico” de que Elon Musk vai se afastar de seu cargo no governo Trump.

Ao mesmo tempo, os juros dos Treasuries subiram. Perto das 17h, a T-note de 2 anos foi a 3,914% do fechamento de 3,887%.

Sobre o anúncio, um dos rumores é de que Trump estaria planejando uma tarifa de 20% sobre a maioria das importações dos Estados Unidos, mas também há relatos de que um sistema em camadas com taxas diferentes, ou uma abordagem personalizada está sendo considerado, bem como a exclusão de alguns setores sensíveis.

Bolsas da Europa

Os principais índices de ações da Europa fecharam em queda nesta quarta-feira (2), com o mercado na expectativa do anúncio, ainda hoje, de tarifas recíprocas pelo presidente americano Donald Trump, que devem afetar a União Europeia (UE).

A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von Der Leyen, afirmou que, se necessário, o bloco econômico agiria em retaliação às tarifas, o que pode contribuir para a escalada de tensões comerciais e aumentar ainda mais a incerteza no cenário econômico.

No fechamento, o índice Stoxx 600 teve queda de 0,61%, aos 536,35 pontos, o FTSE 100, da Bolsa de Londres, recuou 0,30%, aos 8.608,48 pontos, o DAX, de Frankfurt, cedeu 0,66%, aos 22.390,84 pontos, e o CAC 40, de Paris, caiu 0,22%, aos 7.858,83 pontos.

O Goldman Sachs espera que Trump anuncie tarifas mais agressivas contra a UE, incluindo uma tarifa recíproca de 15%.

Na visão do banco, o bloco econômico deve reagir em retaliação, mas também irá tentar reduzir as tensões comerciais o máximo possível.

“Ao contrário da guerra comercial de 2018-2020, a UE, agora, está equipada com instrumentos de política que permitem ampliar o escopo da retaliação contra as tarifas dos EUA, incluindo a imposição de tarifas sobre importações de serviços americanos”, observam os analistas.

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