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Ibovespa B3 avança 0,30% e retoma os 180 mil pontos, de olho na guerra; dólar cai a R$ 5,19

Veja como se comportaram o Ibovespa e o dólar nesta terça-feira (17) e o que movimentou os ativos

O Ibovespa B3 seguiu o caminho de recuperação, mesmo que mais leve no pregão de hoje, depois das perdas da última semana. Nesta terça-feira (17), a principal referência no mercado de ações da bolsa brasileira subiu 0,30%, aos 180.409,73 pontos. 

Apesar de fechar longe da máxima, que bateu 182 mil pontos, o IBOV se beneficiou de um renovado apetite a risco, motivado por falas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a guerra no Oriente Médio.  

“Fica claro que os mercados globais se beneficiam de uma melhora de perspectivas em relação à duração no conflito no Oriente Médio, com declarações do presidente Donald Trump de que as ações americanas durarão, no máximo, “mais algumas semanas”, e após a morte de figuras-chave no regime iraniano”, aponta Bruno Perri, economista-chefe, estrategista de investimentos e sócio-fundador da Forum Investimentos. 

No cenário macro, cresce a expectativa pela ‘Super Quarta’ amanhã, dia de decisão de juros no Brasil e nos EUA. Enquanto os investidores estimam uma permanência no juro decidido pelo Federal Reserve, no Brasil a previsão é de uma queda de 0,25 ponto na Selic.  

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Ibovespa hoje  

Neste cenário, o Ibovespa oscilou entre 182.800,30 pontos na máxima intradiária e 179.849,79 pontos na mínima do dia. O volume negociado na B3 foi de R$ 26,9 bilhões. 

Maiores altas 

Ticker Dia (%) Valor (R$) 
NATU3 8,46 9,36 
CSNA3 5,14 6,34 
PRIO3 4,83 62,69 
BRKM5 4,37 12,19 
RECV3 3,96 13,65 

Maiores baixas  

Ticker Dia (%) Valor (R$) 
MGLU3 -8,13 9,04 
CSAN3 -4,22 5,22 
BRAV3 -3,33 18,02 
HAPV3 -2,93 8,62 
ENGI11 -2,35 51,61 

Dólar hoje  

As novas expectativas com um fim “em breve” da guerra entre EUA e Irã também favoreceram o real ante a moeda-norte-americana. No fim do dia, o dólar comercial caiu 0,58%, a R$ 5,19. 

“Agora o foco vira totalmente para a Super Quarta. O mercado já trabalha com um corte de 0,25 p.p. na Selic, então o diferencial de juros segue elevado e ainda dá suporte para o real. Do lado de fora, o Fed é o principal risco, mais do que a decisão em si, o tom do Powell vai definir se esse alívio no câmbio continua ou não”, afirma Bruno Botelho, chefe da mesa de câmbio e sócio da ONE Investimentos. 

Bolsas de Nova York  

O alívio também foi sentido nos principais indicadores das bolsas de Nova York, com as novas perspectivas de negociações e fim da guerra, mesmo que em movimento mais contido nesta terça. Neste cenário, o Dow Jones ganhou 0,10%, o S&P 500 subiu 0,25%, e o Nasdaq valorizou 0,47%.

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