Ibovespa B3 sobe 0,62% e dólar cai a R$ 4,91, menor valor desde janeiro de 2024
Veja como se comportaram o Ibovespa e o dólar nesta terça-feira (5) e o que movimentou os ativos
Após recuar no último pregão, o Ibovespa B3 recuperou parte das perdas com uma alta de 0,62%, aos 186.753,82 pontos, nesta terça-feira (5). Com um clima externo mais ameno, o destaque ficou com a queda do dólar, que fechou no menor patamar em 2 anos, a R$ 4,91.
Sem novas escaladas, e falas menos bélicas dos líderes de Estados Unidos e Irã, o sentimento do mercado global foi de menor cautela, o que ajudou nos ativos de risco pelo mundo a fora. Assim como no leve recuo do preço do petróleo no mercado internacional.
O lado doméstico também teve papel importante no comportamento do mercado nesta terça-feira. A ata do último Copom, divulgada hoje, destacou que os próximos passos da trajetória da taxa básica de juros no país, a Selic, exigem cautela e irão depender de maior “clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio”.
Já o destaque da temporada de balanços corporativos veio da Ambev, que reportou lucro líquido ajustado de R$ 3,8 bilhões no primeiro trimestre de 2026, acima das expectativas e teve ganho de 15,30%, liderando os ganhos do dia no Ibovespa.
Ibovespa hoje
Neste cenário, o Ibovespa oscilou entre 187.427,56 pontos na máxima intradiária e 185.364,01 pontos na mínima do dia. O volume negociado na B3 foi de R$ 26,1 bilhões.
Maiores altas
| Ticker | Dia (%) | Valor (R$) |
| ABEV3 | 15,30 | 16,65 |
| USIM5 | 5,10 | 8,65 |
| GGBR4 | 4,86 | 23,75 |
| GOAU4 | 4,16 | 10,26 |
| SMFT3 | 4,06 | 17,69 |
Maiores baixas
| Ticker | Dia (%) | Valor (R$) |
| BRKM5 | -2,00 | 9,31 |
| MBRF3 | -1,94 | 17,65 |
| WEGE3 | -1,85 | 43,54 |
| EGIE3 | -1,79 | 34,04 |
| BRAV3 | -1,39 | 18,48 |
Dólar hoje
A moeda norte-americana voltou a cair ante o real e chegou no menor patamar e mais de 2 anos, desde janeiro de 2024. No fim do dia, o dólar comercial perdeu 1,12%, a R$ 4,91.
“A ata do Copom, com tom mais conservador, reforçou a percepção de uma Selic mais alta ao fim do ciclo, sustentando o carry trade e incentivando a alocação em renda fixa local. No externo, o ambiente mais favorável a emergentes e o dólar global mais comportado também contribuíram, mesmo com o cenário geopolítico ainda incerto”, destacou Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.
Bolsas de Nova York
Os resultados trimestrais de empresas também beneficiaram as bolsas de Nova York no dia de hoje, o que levou os índices a novas altas após as quedas do pregão anterior. Neste cenário, o Dow Jones subiu 0,72%, o S&P 500 cresceu 0,81% e o Nasdaq ganhou 1,03%.