Ibovespa B3 sobe, toca os 166 mil pontos e fecha em recorde mais uma vez; dólar cai a R$ 5,36
Veja como se comportaram o Ibovespa e o dólar nesta quinta-feira (15) e o que movimentou os ativos
Se no pregão de ontem o Ibovespa B3 se descolou do exterior para bater recorde, nesta quinta-feira (15), o cenário internacional o ajudou a renovar seus maiores patamares. O principal índice da bolsa de valores brasileira ultrapassou pela primeira vez os 166 mil pontos, em sua máxima intradiária, e apesar da perda de força, fechou em alta de 0,26%, aos 165.568,32 pontos, no maior patamar de fechamento de todos os tempos pelo segundo dia seguido.
O principal motivo do clima mais ameno no mercado global foi o tom mais ‘tranquilo’ do presidente dos Estados Unidos, em relação aos seus conflitos com o Irã e o Federal Reserve.
“O ambiente de apetite foi renovado, sustentado pela suavização da retórica dos Estados Unidos em relação ao Irã, o que reduziu prêmios geopolíticos incorporados nos ativos durante as últimas semanas. A percepção de risco também foi beneficiada pela sinalização de Donald Trump de que não pretende demitir Jerome Powell, preservando a leitura de independência do Federal Reserve, em um contexto de dados econômicos positivos de atividade nos EUA divulgados hoje”, apontou Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.
No cenário local, os olhares estiveram nos dados do varejo. Em novembro de 2025, o volume de vendas do varejo do país cresceu 1,0% frente a outubro, mês que teve alta de 0,5%.
“O dado forte foi impactado pela alta das vendas com a Black Friday que movimentou positivamente diversas atividades como móveis e eletrodomésticos, artigos de uso pessoal e doméstico, além de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria. Com isso, e também com a alta dos juros futuros, ações de empresas de varejo e consumo sobem bem na bolsa hoje como MGLU3, NATU3 e YDUQ3”, destacou Andressa Bergamo, especialista em investimentos e sócia-fundadora da AVG Capital.
Ibovespa hoje
Neste cenário, o Ibovespa oscilou entre 166.069,84 pontos na máxima intradiária histórica e 164.832,53 pontos na mínima do dia. O volume negociado na B3 foi de R$ 27,5 bilhões.
Maiores altas
| Ticker | Dia (%) | Valor (R$) |
| VAMO3 | 7,61 | 3,96 |
| MGLU3 | 4,05 | 8,74 |
| MULT3 | 2,83 | 29,45 |
| EMBJ3 | 2,79 | 98,97 |
| B3SA3 | 2,65 | 15,12 |
Maiores baixas
| Ticker | Dia (%) | Valor (R$) |
| SMFT3 | -8,17 | 20,90 |
| VIVA3 | -6,56 | 27,37 |
| CEAB3 | -5,15 | 9,94 |
| HAPV3 | -4,61 | 13,25 |
| USIM5 | -3,23 | 6,59 |
Dólar hoje
Após dias de alta ante o real, por cautela no mercado, o câmbio recuou nesta quinta-feira, em linha com a suavização das tensões geopolíticas. No fim do dia, o dólar comercial teve queda de 0,62%, a R$ 5,36.
“O dólar recuou hoje no mercado doméstico em meio a um ambiente de apetite renovado por risco no cenário externo, sustentado pela suavização da retórica dos Estados Unidos em relação ao Irã, o que reduziu prêmios geopolíticos incorporados nos ativos durante as últimas semanas. A percepção de risco também foi beneficiada pela sinalização de Donald Trump de que não pretende demitir Jerome Powell, preservando a leitura de independência do Federal Reserve, em um contexto de dados econômicos positivos de atividade nos EUA divulgados hoje”, apontou Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.
Bolsas de Nova York
Além do clima levemente mais ameno nos conflitos no Oriente Médio e no Fed, os balanços mais positivos, de Morgan Stanley e da Taiwan Semiconductor, ajudaram a dar fôlego aos indicadores das bolsas de Nova York. Assim ao fim do pregão, o Dow Jones subiu 0,60%, o S&P 500 ganhou 0,26%, enquanto o índice de tecnologia Nasdaq valorizou 0,25%.