Mercado

Ibovespa B3 tem maior valorização em janeiro desde 2006. Saiba como usar o índice para investir

Principal referência do mercado de ações brasileiro registrou oito recordes nominais no primeiro mês de 2026

O Ibovespa B3, principal referência do mercado de ações brasileiro, registrou oito recordes nominais e valorizou 12,56% em janeiro de 2026. É o melhor desempenho para o mês desde 2006, quando a valorização foi de 14,55%.

“O desempenho do Ibovespa B3 sinaliza que a bolsa do Brasil está em momento de valorização e que os investidores seguem com suas estratégias de diversificação e sofisticação, com a renda variável presente como um componente chave de estratégias de investimento”, afirma Hênio Scheidt, gerente de Produtos na B3.

Criado em 1968, o Ibovespa B3 é utilizado por investidores e analistas como um termômetro da economia e do mercado de capitais no Brasil. O índice apresenta um panorama sobre o comportamento das principais empresas listadas na bolsa e é revisado a cada quatro meses para garantir a presença das companhias que possuem maior capitalização.

Como utilizar o Ibovespa B3 para investir

Existem duas formas de se expor ao principal índice da bolsa: por meio de ETFs e derivativos. Cada uma atende a um perfil de investidor e objetivos específicos.

ETFs

Os ETFs (Exchange Traded Funds) funcionam como fundos de investimento onde as cotas são negociadas na B3, assim como ações. A principal característica deste produto é que ele replica a performance de um índice.

Dessa forma, ao comprar uma cota do ETF, o investidor adquire, de forma fracionada, uma carteira que espelha as principais empresas que fazem parte do índice.

Derivativos

Os derivativos são contratos financeiros, como futuros e opções, listados na B3, cujo valor deriva da pontuação do índice principal da bolsa, sendo utilizados por investidores para proteger carteiras ou especular com alavancagem sobre a direção futura do mercado.

As opções são contratos que dão ao comprador o direito de comprar ou vender o índice a um preço combinado até uma data de vencimento específica. São dois tipos principais: as opções de compra (Call), utilizadas por quem espera uma alta do mercado, e as de venda (Put), usadas por quem entende que ocorrerá uma queda ou busca proteger uma carteira contra perdas. O risco para quem compra a opção é estritamente limitado ao valor pago pelo contrato. No entanto, para quem vende a opção, os riscos podem ser maiores e até ilimitados.

Os contratos futuros do Ibovespa são acordos padronizados que estabelecem a obrigação de comprar ou vender o índice em uma data futura por um preço determinado no presente. A principal característica desta forma de investir é o mecanismo de ajuste diário. Todos os dias, os ganhos e perdas das posições são calculados e liquidados em dinheiro.

Índices de renda variável

Outros índices de renda variável também apresentaram resultados positivos, com destaque para os que contam com ETFs que acompanham seu desempenho, com ganhos acima de 60% no ano passado.

Um levantamento realizado pela bolsa do Brasil revela os 20 indicadores com maior valorização entre os que têm ETFs atrelados, que facilitam o acesso a suas teses de investimento.

O índice de Utilidade Pública (UTIL), que mede o desempenho das ações de empresas essenciais, como energia, saneamento e gás e que conta com o ETF UTLL11, lidera esse ranking de rentabilidade em 2025, com alta acumulada de 63,16%.

Na sequência aparece o Ibovespa BR+ Cap 5% (IBBC), que reflete o desempenho das ações e BDRs (de companhias brasileiras listadas no exterior) mais líquidos, limitando a participação de cada empresa a um máximo de 5% da carteira. Ele conta com o ETF CAPE11 e avançou de 49,02%. Em terceiro lugar está o índice Financeiro (IFNC), composto pelas ações mais representativas e negociadas desse setor, incluindo bancos, seguradoras e intermediários, que subiu 46,21% e pode ser acessado por meio do ETF FIND11.

O grupo dos cinco primeiros é composto ainda pelo Ibovespa Empresas Privadas (IBEP), que calcula o desempenho médio das ações de companhias de capital privado com maior negociabilidade e relevância na bolsa brasileira, teve alta de 42,90% e tem o ETF SPVT11 atrelado ao índice; além do Ibovespa. Smart Low Vol (IBLV), que rendeu 40,89%, conta com o ETF LVOL11 e tem foco nas empresas com menor volatilidade.

Confira o ranking completo:

PosiçãoRentabilidade dos índices mais
rentáveis da B3 em 2025 que contam com ETFs
Ticker dos ETFs de renda variável que
seguem os índices B3
Índices B3CódigoRetorno %
1Utilidade PúblicaUTIL63,16UTLL11
2Ibov. BR+ Cap 5%IBBC49,02CAPE11
3FinanceiroIFNC46,21FIND11
4Ibov. Empresas PrivadasIBEP42,9SPVT11
5Ibov. Smart Low VolIBLV40,89LVOL11
6Ibov. BR+ EWIBBE40,74EWBZ11
7Carbono EficienteICO240,59ECOO11
8ISE – Sustentabilidade EmpresarialISEE35,41ISUS11
9IbovespaIBOV33,95BBOV11, BOVA11, BOVB11, BOVS11, BOVV11, BOVX11, IBOB11 e XBOV11
10IGC TradeIGCT33,7GOVE11
11IBRX BrasilIBXX33,45BRAX11
12IBRX 50IBXL32,11PIBB11
13Ibov. Smart DividendosIBSD31,45NDIV11 e NSDV11
14Small CapSMLL30,7SMAB11, SMAC11 e SMAL11
15Ibovespa B3 BR+IBBR30,45B3BR11, BRAZ11 e NBOV11
16Dividendos B3IDIV29,99DIVO11 e DIVD11
17IDiversa B3IDVR28,85DVER11
18Ibov. High BetaIBHB24,25HIGH11
19IFIX LiquidezIFIL20,46XFIX11
20Materiais BásicosIMAT11,61MATB11

Quer analisar os seus investimentos em um só lugar? Baixe o APP B3! Mais tempo para você, mais inteligência para seus investimentos