Mercado

Ibovespa fecha em baixa de 0,03%; dólar sobe a R$ 5,07

Índice ficou em 128.465,69 pontos

Espaço B3
Ibovespa fecha em baixa de 0,03% nesta segunda-feira (06). Foto: B3

O Ibovespa fechou em baixa de 0,03%, aos 128.465,69 pontos nesta segunda-feira (06/05). Na contramão do dólar, os investidores aguardam piora da situação fiscal do País diante dos gastos necessários para conter a tragédia ambiental e humanitária no Rio Grande do Sul.

Com isso, o Ibovespa reverte parte dos ganhos da sexta, quando tanto a bolsa de São Paulo quanto as de Nova York tiveram forte.

“O mercado está mais cauteloso nesta segunda-feira, após uma sexta-feira em que houve uma reação positiva com relação a IPCA-15 e payroll”, afirma Leandro Ormond, analista da Aware Investments.

“Os gastos necessários para reconstrução do Rio Grande do Sul, além dos efeitos inflacionários que podem advir desse triste acontecimento, se refletem na curva de juros hoje”, complementa Ormond.

Dólar

Simultaneamente, a moeda norte-americana descia em relação ao real. O dólar fechou em alta de 0,07%, a R$ 5,0735.

Da mesma maneira, no cenário internacional, o DXY, índice global do dólar, subia 0,08%, a 105,11 pontos.

Ações em alta

Veja os papéis com as maiores altas da bolsa de valores.

  • Lupatech (LUPA3) 6,57%
  • Petz (PETZ3) 4,11%
  • Intelbras (INTB3) 3,22%
  • Serena Energia (SRNA3) 2,89%
  • Neogrid (NGRD3) 2,83%

Ações em baixa

Confira também as ações que tiveram as maiores quedas.

  • Braskem (BRKM5) -14,53%
  • Kora Saúde (KRSA3) -14,12%
  • Viveo (VVEO3) -13,84%
  • Casas Bahia (BHIA3) -12,33%
  • Zamp (ZAMP3) -8,97%
  • Os rankings contemplam ações com alto volume de negociação, que pertencem ou não ao Ibovespa e outros índices.

Bolsas mundiais: Nova York

As bolsas de Nova York estenderam o rali do fim da semana passada ao encerrar o pregão em forte alta de até 1% dentre os principais índices acionários de Wall Street. O contínuo bom humor dos investidores vem na esteira da melhora na expectativa por cortes de juros do Federal Reserve (Fed) neste ano, após a brusca desaceleração do relatório de empregos dos Estados Unidos, o “payroll”, em abril.

O índice Dow Jones fechou em alta de 0,46%, a 38.852,27 pontos; o S&P 500 subiu 1,03%, a 5.180,74 pontos; e o Nasdaq avançou 1,19%, a 16.349,24 pontos.

Ações de tecnologia foram as principais ganhadoras de hoje, ao exibirem alta conjunta de 1,48%, conforme o índice do setor no S&P 500. Liderando as altas do índice referencial de Nova York, a Super Micro Computer avançou 6,09%, seguida pela Micron Technologies, que valorizou 4,73% após a Baird passar a recomendar a compra da ação.

Ações de companhias aéreas também desempenharam bem hoje, com destaque para American Airlines (+5,78%) e United Airlines (+4,49%). O movimento veio apesar da Spirit Airlines tombar 9,70% após divulgar um prejuízo líquido maior que o esperado no primeiro trimestre.

Europa

Os principais índices acionários europeus encerraram em alta, com o mercado voltando a precificar dois cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) neste ano. Além disso, hoje, o humor do mercado europeu também foi impulsionado pelos dados positivos de atividade econômica da região.

O índice Stoxx 600 subiu 0,52%, a 508,17 pontos. O DAX, de Frankfurt, avançou 0,96%, a 18.175,21 pontos, e o CAC 40, de Paris, escalou 0,49%, a 7.996,64 pontos. O FTSE 100, da bolsa de Londres, não operou nesta segunda-feira em razão do feriado bancário no Reino Unido.

Publicado mais cedo, o índice de gerente de compras (PMI, da sigla em inglês) composto da zona do euro subiu para 51,7 pontos em abril, ante 50,3 em março. O PMI de serviços subiu para 53,3, ante 51,5, e acima da previsão de economistas consultados pelo “Wall Street Journal”, de 52,9.

Eventos que podem impactar o Ibovespa na semana

Nos Estados Unidos, as atenções estão voltadas para falas de membros do Fed depois da reunião do FOMC na última quarta-feira.

Por aqui, o mercado aguarda decisão sobre juros do Banco Central na quarta-feira, após reunião do Copom.

Assim, os investidores ponderam a capacidade de o Banco Central manter o ritmo de corte de juros. Com a inflação controlada, o mercado tem entendido que o ritmo pode ser mantido, o que ajuda a impulsionar a bolsa de valores hoje.

*Com informações do Estadão Conteúdo.

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