Mercado

Ibovespa fecha em queda, e dólar chega a R$ 4,89 na mínima da sessão

Ibovespa quebra sequência de altas, as moeda norte-americana continua trajetória de queda ante real

Ibovespa quebrou a sequência positiva e fechou em queda de 0,40% no pregão desta quinta-feira (13), no patamar dos 106.457 mil pontos, enquanto o dólar seguiu a tendência de queda e fechou 0,32% abaixo do fechamento de ontem, negociado na faixa de R$ 4,92. Mais cedo, na mínima do dia, a moeda americana baixou a R$ 4,89.

A bolsa brasileira interrompe, dessa forma, a sequência de três altas seguidas na semana, que começou aos 100 mil pontos. Já o dólar buscava a terceira baixa consecutiva contra o real. A divisa americana acumulava uma desvalorização de mais de 2,5% frente a moeda brasileira desde a segunda-feira (10).

Commodities

As commodities, que têm peso importante na formação do Ibovespa, estão no radar.

As exportações da China em março superaram fortemente as expectativas do mercado, assim como o resultado da balança comercial do país no mês.

Os resultados, que mostram força na economia do país, podem dar suporte às ações ligadas a commodities.

O petróleo Brent – utilizado como referência de preços pela Petrobras – fechou em queda de 1,42% na ICE, bolsa de commodities de Londres, a US$ 82,16 o barril.

Já o minério de ferro caiu 1,5% no mercado à vista, conforme o índice Platts, da S&P Global Commodity Insights, e o futuro para setembro recuou 2,6% na bolsa de Dalian.

Política

O agentes financeiros seguem atentos a possíveis detalhes do texto do novo arcabouço fiscal, assim como discussões sobre projetos que complementem o trabalho de controle da dívida pública.

Na quarta-feira, o secretário do Tesouro, Rogério Ceron, em entrevista à Globo News, citou a MP dos preços de transferência como mais uma medida contabilizada pela Fazenda para arrecadar até R$ 30 bilhões por ano.

As discussões sobre a reforma tributária também devem ser acompanhadas, mas ainda com menor peso. Assim como a agenda de Lula na China e as declarações do presidente.

Estados Unidos

Ainda no exterior, o índice de preços ao produtor (PPI) de março dos Estados Unidos teve resultado inferior ao consenso do mercado, assim como a inflação ao consumidor, divulgada ontem.

O indicador pode reforçar as expectativas de um Federal Reserve (Fed, o banco central americano) menos duro no aperto monetário e ajudar as bolsas internacionais.

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