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Ibovespa fecha na máxima, aos 128 mil pontos, repercutindo Powell e indústria; dólar cai

Ibovespa dá sequência às altas de novembro, quando índice bateu melhor patamar dos últimos anos; dólar cai e se mantém abaixo de R$ 4,90

Ibovespa
O Ibovespa é o principal índice de ações da B3, a Bolsa de Valores do Brasil

Por Redação B3 Bora Investir

A bolsa de valores hoje alternou entre os campos positivo e negativo ao longo do dia. Mas, ao final, a notícia foi boa para os donos de ativos de risco, com alta importante do Ibovespa. Por outro lado, o dólar, que também oscilou, enveredou para o campo negativo e fechou em queda.

Nesta sexta-feira (1), o Ibovespa fechou em alta de 0,67%, a 128.184,91 pontos, na máxima, do dia.

Assim, pelo segundo dia seguido, o índice acelera na parte final do pregão. Anteriormente, na quinta, o principal índice da bolsa também fechou perto da máxima do ano para encerrar o mês de novembro com alta de 12,54%.

Dólar hoje

A moeda norte-americana caiu na relação com o real. O dólar fechou em queda de 0,70%, cotado a R$ 4,8807.

O DXY, índice que mede o desempenho do dólar ante outras divisas importantes, também encerrou em baixa: -0,22%, a 103,26.

Ações em alta

As ações relacionadas à indústria e varejo de bens duráveis se destacaram na bolsa de valores hoje. Das cinco maiores altas do dia, quatro são de empresas que atuam nesses segmentos. Veja a lista.

  • Springs (SGPS3) +16,41%
  • Cielo (CIEL3) +7,96%
  • Magazine Luiza (MGLU3) +7,43%
  • Grupo Soma (SOMA3) +7,37%
  • Lojas Americanas (AMAR3) +6,98%

Ações em baixa

As ações da Klabin estiveram entre as que mais sofreram no pregão desta sexta. A empresa colocou dois tickers na lista de maiores perdas do pregão. A queda vem após o Itaú BBA rebaixar os papéis para venda, esperando um 2024 mais difícil para a empresa de papel e celulose. Veja as cinco ações que mais caíram.

  • PDG (PDGR3) -18,10%
  • Santanense (CTSA3) -14,95%
  • Metisa (MTSA4) -9,13%
  • Klabin (KLBN11) -6,25%
  • Klabin (KLBN4) -5,97%

Bolsas mundiais

As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta segunda-feira em sessão marcada pelos comentários do presidente do Federal Reserve  (Fed), Jerome Powell. As declarações reforçaram a perspectiva de que o ciclo de alta de juros nos Estados Unidos chegou ao seu pico, e as apostas por cortes nos próximo ano ganharam fôlego. Além disso, a publicação de indicadores econômicos indicou maior estagnação da economia, o que sugere uma inflação mais controlada.

O índice Dow Jones  registrou alta diária de 0,82%, a 36.245,50 pontos; o S&P 500 avançou 0,59%, a 4.594,63 pontos; e o Nasdaq subiu 0,55%, a 14.305,03 pontos. Na semana, houve alta de 2,42%, 0,77% e 0,38%, respectivamente.

Na Europa, o índice FTSE 100, de Londres, fechou em alta de 1,04%, aos 7531,59 pontos; em Frankfurt, o DAX avançou 1,09%, aos 16392,76 pontos; em Paris, o CAC 40 ganhou 0,49%, aos 7346,83 pontos; em Milão o FTSE MIB teve alta de 0,62%, aos 29922,48 pontos; em Madri, o Ibex 35 subiu 0,69%, aos 0,69% pontos; e, em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,68%, aos 6518,84 pontos. As cotações são preliminares.

Exterior mexeu com Ibovespa

Os dados de inflação dos EUA, divulgados na quinta-feira (30), seguem repercutindo na bolsa de valores hoje. Os números “apoiaram a defesa do fim do aperto do Fed”, segundo comunicado da Guide.

Mas o presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou nesta sexta-feira que trata-se de algo prematuro concluir definitivamente que a política monetária atingiu nível suficientemente restritivo. Ele ainda argumentou ser cedo para especular quando a instituição começará a cortar os juros.

PMI dos EUA e o impacto sobre a bolsa de valores hoje

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial dos Estados Unidos também afetou a bolsa de valores hoje porque mostra se a atividade econômica americana está aquecida, o que poderia indicar necessidade de o banco central local ser mais cauteloso com a política monetária.

O índice caiu de 50,0 em outubro para 49,4 em novembro, segundo pesquisa final divulgada nesta sexta-feira, 1º de dezembro, pela S&P Global.

A leitura definitiva de novembro ficou dentro da estimativa preliminar, e de acordo com a previsão dos analistas consultados pela FactSet.

O dado abaixo da marca de 50 sinaliza que a manufatura nos EUA contraiu no último mês.

Produção industrial local

A indústria doméstica registrou variação de 0,1% na passagem de setembro a outubro. Na comparação anual, houve avanço de 1,2%. O número veio em linha com as expectativas, segundo Igor Cadilhac, economista do PicPay.

Das 25 atividades, 14 registraram expansão na comparação mensal. Alimentos (+1,6%), farmoquímicos e farmacêuticos (3,7%), máquinas e equipamentos (2,4%), produtos de metal (2,3%), veículos automotores, reboques e carrocerias (0,9%) e bebidas (1,6%) ficaram entre as maiores altas.

Já a indústria extrativa (-1,1%) e coque e produtos derivados de petróleo (-1,4%) devolverem parte dos ganhos anteriores.

“Olhando para 2023, projetamos uma variação de 0,2% para a produção brasileira”, diz Cadilhac, que vê com preocupação a atividade econômica global e juros ainda em patamares altos, pressionando a renda familiar.

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