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Ibovespa fecha no vermelho pela 8ª vez seguida enquanto dólar recua 0,47%

Acompanhe também as melhores e piores ações e o desempenho nos EUA e Europa

O Ibovespa abriu em alta nesta quinta-feira (10) com a possibilidade de interromper o ciclo de sete baixas seguidas, mas fechou novamente no vermelho. O dia foi marcado pela temporada de balanços doméstica e queda no preço do petróleo e do minério de ferro.

O principal índice da bolsa recuou 0,05%, a 118.349 pontos. Enquanto isso, o dólar recuou 0,47%, cotado a R$ 4,8821.

Melhores e piores ações do dia

Após balanço animador, a Azul esteve entre os principais ganhos da bolsa nesta quinta-feira. Apesar do prejuízo, a empresa mostrou resultados melhores que o esperado e que indicam um 2024 mais promissor.

Na outra ponta, destaque para a Westwing, que liderou os ganhos nos dois pregões anteriores, mas que devolveu parte dos ganhos nesta quinta. Além da varejista eletrônica do segmento de objetos de decoração, a bolsa teve entre as piores o Grupo Soma, de varejo de moda, e a Dasa, de saúde.

O ranking contempla ações com volume acima de R$ 1 milhão de reais. Os dados foram coletados às 17h30 e estão sujeitos a alterações.

Veja as ações que mais subiram

  • Dotz (DOTZ3) +22,48%
  • Pine (PIN3) +13,54%
  • Guararapes (GUAR3) +13,04%
  • Azul (AZUL4) +10,19%
  • Metal Leve (LEVE3) +8,29%

E as que mais caíram

  • Neogrid (NGRD3) -12,96%
  • Westwing (WEST3) -9,47%
  • Odontoprev (ODPV3) -8,19%
  • Grupo Soma (SOMA3) -7,68%
  • Dasa (DASA3) -6,70%

Bolsas de Nova York

No exterior, o destaque ficou por conta da inflação americana. O CPI veio dentro do esperado pelo mercado: alta de 0,2% em julho, o que favorece o bom humor dos investidores em relação aos ativos de risco.

Os dados, divulgados pelo Departamento do Trabalho dos EUA, mostraram taxa acumulada em um ano com leve aceleração, de 3% em junho para 3,2% em julho, também em linha com as expectativas.

A inflação sem surpresas deve alimentar a aposta de que o Fed (Federal Reserve , o banco central dos EUA) não suba mais os juros em 2023.

Assim, as bolsas de Nova York fecharam em alta. O Dow Jones  avançou 0,15%, a 35.176 pontos. S&P 500 subiu 0,03%, a 4.468. Nasdaq teve alta de 0,12%, a 13.737.

Petróleo e minério de ferro

Ainda que a situação de Nova York tenha pesado positivamente sobre o Ibovespa, por outro lado, o comportamento do preço do petróleo prejudicou o desempenho do índice. A 3R Petroleum caiu quase 5%, enquanto a Prio desceu 1,54%, com queda semelhante do preço do commodity.

Petrobras teve sinais trocados, com as preferenciais (PETR4) subindo 0,65%, enquanto as ordinárias desceram 0,03%.

Com relação à mineração, o desempenho também foi ruim. A Vale caiu mais de 1%, com queda igual do minério de ferro no mercado internacional.

Europa

De volta ao exterior, as bolsas da Europa fecharam em alta após os Estados Unidos reportarem aceleração inflacionária dentro do esperado e indicando que a alta de juros pode ter chegado ao fim de seu ciclo.

Em Londres, o FTSE 100, subiu 0,41% a 7.618 pontos, enquanto o índice DAX, em Frankfurt, avançou 0,91%, a 15.996 pontos. O CAC 40, em Paris, ganhou 1,52%, a 7.433 pontos, e o FTSE MIB, em Milão, fechou em alta de 0,94%, a 28.575 pontos. Já em Madri, o índice Ibex 35 teve valorização de 1,58%, a 9.502 pontos. Na Bolsa de Lisboa, o PSI 20 teve alta de 0,35%, a 6.080 pontos.

Balanços

No cenário interno, o investidor repercutiu a temporada de balanços, com destaque para o Banco do Brasil, que teve alta de 11,7% no lucro segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado. O banco estatal registrou lucro de R$ 8,8 bilhões, o maior entre os bancos.

A MRV, porém, teve prejuízo ajustado de R$ 20 milhões contra lucro de R$ 271 milhões no segundo trimestre de 2022. Incluindo, porém, o resultado positivo de uma operação financeira envolvendo ações da MRV com bancos, a empresa teve lucro de R$ 181 milhões.

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