Mercado

Ibovespa fecha sessão em queda com PETR4 e varejistas e desce 3% na semana; dólar sobe

Índice caiu 0,34%, nesta sexta-feira, aos 124.306 pontos

A bolsa de valores começou a sessão com ligeira alta, mas logo passou para o campo negativo, com empresas do varejo e petroleiras entre as piores quedas do Ibovespa. Contudo, as perdas foram atenuadas por conta da liquidez  reduzida em razão do feriado nos Estados Unidos na segunda-feira (27).

Nesse sentido, Magazine Luiza perdeu mais de 7%, com a Casas Bahia e a Petz em situação ruim também: queda superior a 4% e de 3%, respectivamente. As empresas foram especialmente impactadas pela alta dos juros futuros, que pesam sobre os papéis do varejo.

Luiz Felipe Bazzo, CEO do Transferbank, destaca que os juros futuros passaram a subir com alguma intensidade nos últimos minutos de negócios, “com os participantes do mercado atentos às declarações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e se antecipando à divulgação do relatório Focus, na segunda-feira, que pode exibir novo movimento de desancoragem das expectativas de inflação”.

Além disso, as petroleiras menores sofreram com quedas de 2% para a Prio e 1% para a 3R. A Petrobras também fechou no campo negativo: 0,54% para as ações preferenciais (PETR4). Os papéis perderam valor mesmo com a alta de mais de 1% do petróleo.

No caso da Petrobras, o fato do dia foi a aprovação de Magda Chambriard para a presidência da companhia. Ela chega com a desconfiança do mercado por supostamente ter objetivos mais desenvolvimentistas, com aumento de investimento, o que pode impactar a política de distribuição de dividendos da empresa.

Desempenho do Ibovespa

Com isso, o Ibovespa caiu 0,34%, nesta sexta-feira, aos 124.306 pontos. Dessa maneira, o índice registra seis fechamentos consecutivos em queda. Já na semana, a queda acumulada do Ibovespa é de 3%.

Anteriormente, no pregão da quinta-feira, o Ibovespa havia caído 0,73%, aos 124 mil pontos, no mesmo sentido das bolsas de Nova York. Assim, veja o que influenciou os ativos no pregão anterior.

Dólar

O dólar comercial exibiu apreciação frente a moeda brasileira após dados fortes da economia americana.

Hoje os agentes financeiros acompanharam as expectativas de inflação nos Estados Unidos, além de continuarem atentos a questões locais, ajustando a percepção de risco relacionada às políticas fiscal e monetária do Brasil em comparação com a maior economia do mundo.

Assim, o dólar comercial fechou negociado a R$ 5,1674, anotando alta de 0,27% no dia e de 1,28% na semana.

Contudo, no exterior, o índice DXY teve desvalorização de 0,37%, aos 104,72 pontos.

Açõe em alta na bolsa de valores

Veja as ações que mais se valorizaram na bolsa de valores.

  • Desktop (DESK3) 16,26%
  • Gol (GOLL4) 11,90%
  • Dasa (DASA3) 11,78%
  • Clearsale (CLSA3) 10,42%
  • Americanas (AMER3) 5,77%

Ações em queda

Veja também os papéis com as maiores quedas da sessão.

  • Magazine Luiza (MGLU3) -7,04%
  • Sequoia (SEQL3) -5,56%
  • Technos (TECN3) -5,12%
  • Ambipar (AMBP3) -5,11%
  • Casas Bahia (BHIA3) -4,84%  

Os rankings contemplam ações com alto volume, que compõem ou não o Ibovespa e outros índices da bolsa de valores. As cotações foram apuradas entre as 17h44 e 17h49.

Bolsas mundiais: Nova York

As bolsas de Nova York fecharam em alta puxadas pelo rali de ações do setor de tecnologia, em especial entre empresas relacionadas com a inteligência artificial (IA) generativa, que ainda são impulsionadas pelo balanço  da Nvidia no primeiro trimestre fiscal.

O índice Dow Jones  teve alta marginal de 0,01%, a 39.069,59 pontos; o S&P 500 subiu 0,70%, a 5.304,72 pontos; e o Nasdaq avançou 1,10%, a 16.920,79 pontos. No acumulado da semana, o Dow Jones recuou 2,33%, enquanto os dois últimos índices valorizaram 0,03% e 1,41%, respectivamente.

Com o resultado de hoje, o Nasdaq volta a bater seu recorde histórico de fechamento. O índice foi beneficiado nos últimos dois pregões pelos fortes resultados da Nvidia, divulgados após os mercados fecharem na quarta-feira (22).

Mesmo depois de subir 10% na véspera, a fabricante de hardware para IA avançou mais 2,58% neste pregão, e impulsionou outras ações do setor, como Super Micro Computer (+4,13%), Advanced Micro Devices (+3,70%) e Intel (+2,13%).

No restante do mercado, contudo, o ritmo não é tão positivo diante da perspectiva de uma taxa de juros elevada por mais tempo nos Estados Unidos, conforme sinalizaram dados fortes de atividade e do mercado de trabalho ao longo da semana, além de comentários de dirigentes do Federal Reserve  (Fed).

Europa

Os principais índices acionários da Europa encerraram o pregão desta sexta-feira (24) em queda, em meio à intensificação dos temores de que os juros permaneçam elevados por mais tempo, principalmente nos Estados Unidos, após dados divulgados nos últimos dias mostrarem que a atividade econômica americana segue mais forte que o esperado pelos agentes.

O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 0,17%, a 520,69 pontos, com o setor de “utilities” liderando as perdas ao cair 1,2%. Na bolsa de Frankfurt, o índice DAX fechou praticamente estável, avançando 0,01%, a 18.693,37 pontos, o índice CAC 40, da Bolsa de Paris, cedeu 0,09%, para 8.094,97 pontos, e o FTSE 100, de Londres, recuou 0,22%, para 8.321,16 pontos.

No acumulado da semana, o Stoxx 600 caiu 0,45%; o DAX recuou 0,06%; o CAC 40 anotou perda de 0,89% e o FTSE 100 registrou baixa de 1,18%.

Com informações do Valor Econômico