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Ibovespa fecha em alta de 0,15% com JBS (JBSS3) e BRF (BRFS3); dólar cai a R$ 4,98

A B3 chegou próxima dos 130 mil pontos na máxima, porém, perdeu fôlego ao longo do pregão

Painel Bolsa (B3)
As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) encerraram em baixa de 0,77%, a R$ 23,38.

A bolsa de valores operou sob forte volatilidade, mas terminou em alta de 0,15%, aos 129.609,05 pontos nesta segunda-feira (26/02). A B3 chegou próxima dos 130 mil pontos na máxima, porém, perdeu fôlego ao longo do pregão. A alta no índice veio das ações de frigoríficos na bolsa reagindo bem à temporada de balanços. As ações da JBS (JBSS3) lideram ganhos no índice, com alta de 4,09%, após bons resultados de sua operação de aves nos Estados Unidos.

Na contramão, o dólar registrou queda de 0,23%. A moeda norte-americana agora está cotada a R$ 4,9815, se distanciando do patamar de R$ 5 do qual se aproximou na última sexta-feira (23/02).

Ibovespa

O Ibovespa teve uma sessão volátil, mas no aguardo da agenda da semana para movimentos mais relevantes. Nesta semana, dados do PIB do Brasil de 2023, inflação e emprego devem pautar o mercado no cenário interno.

No calendário econômico do exterior, investidores devem se atentar a dados de inflação dos EUA, assim como números relativos ao PIB da economia americana para o quarto trimestre e consolidado de 2023.

As ações dos frigoríficos dispararam no Ibovespa acompanhando o bom desempenho da JBS (JBSS3). Os papéis também se valorizaram graças à queda dos preços de milho na bolsa internacional, afirma Alexsandro Nishimura, economista da Nomos.

Já as ações da BRF (BRFS3) se valorizaram graças a uma perspectiva positiva em relação aos resultados da empresa para o quarto trimestre. O balanço será divulgado após o fechamento do mercado nesta segunda-feira (26). O Itaú espera que o frigorífico reverta o prejuízo líquido registrado no último trimestre em lucro de R$ 242 milhões.

Outra ação que se destacou foi a do Banco do Brasil (BBAS3). De acordo com Fabio Louzada, fundador da Eu Me Banco, acionistas passaram a comprar o papel após a divulgação de que o banco deve pagar um JCP (Juros sobre Capital Próprio) de R$ 0,41. A ação do Banco do Brasil (BBAS3) se valorizou 0,94%.

Dólar

O dólar se desvalorizou tanto no cenário internacional quanto contra o real. A moeda norte-americana terminou o pregão em queda de 0,23%, se distanciando do patamar de R$ 5.

No cenário internacional, o índice DXY recuou 0,15%, a 103,78 pontos. O indicador mede o desempenho do dólar diante de uma cesta de moedas importantes como o iene e o euro, entre outros. que mede o desempenho do dólar no cenário global, recuava 0,10%, a 103,84 pontos.

“O real perdeu força e os juros futuros subiram”, diz Paulo Gala, economista-chefe do Banco Master, com relação à alta do dólar na semana anterior.

“Isso porque há uma preocupação com um crescimento mais forte que o esperado nos EUA”, complementa o economista.

Ações mais valorizadas

Considerando ativos de todos os índices do Ibovespa, a ação mais valorizada foi a da empresa farmacêutica Biomm (BIOM3). O papel ordinário da companhia saltou 14,90%. Na última sexta-feira (23), a ação da Biomm também firmou uma das maiores altas da bolsa.

Em seguida, as ações da empresa de tecnologia e fibra óptica Padtec (PDTC3) dispararam na bolsa, com 13,56%.

Confira a seguir a lista das cinco maiores ações da bolsa. O ranking tem como critério incluir papéis que movimentaram um volume de R$ 1 milhão ou mais nas negociações no mesmo dia.

  • Biomm ON (BIOM3): +14,90%
  • Padtec ON (PDTC3): +13,56%
  • Recrusul PN (RCSL4): +10,84%
  • Marcopolo PN (POMO4): +4,37%
  • Braskem PNA (BRKM5): +3,32%

Ações em queda

A ação menos valorizada foi da operadora Oi (OIBR4), que despencou 16,13%. A companhia passa por recuperação judicial. Nishimura destaca que, com a divulgação dos resultados de Americanas, ativos de companhias em reestruturação de capital sofreram uma forte volatilidade, inclusive os da Oi.

Veja abaixo as cinco menores ações. A lista segue os mesmos critérios do ranking de maiores ações.

  • Oi PN (OIBR4): -16,79%
  • Oi ON (OIBR3): -16,13%
  • Pão de Açúcar ON (PCAR3): -7,41%
  • Dexco ON (DXCO3): -5,96%
  • OdontoPrev ON (ODPV3):-5,08%

Bolsas de Nova York

As bolsas de Nova York, por outro lado, fecharam em queda, em uma sessão sem catalisadores relevantes e à medida que os investidores se preparam para uma semana de dados econômicos importantes. As ações da Alphabet (GOOGL34), controladora do Google, derreteram em meio a críticas a seu sistema de inteligência artificial. A Berkshire Hathaway , do famoso investidor Warren Buffett, terminou o pregão em queda, revertendo ganhos iniciais, mesmo após o lucro operacional aumentar no quarto trimestre.

O Dow Jones cedeu 0,16%, aos 39.069,23 pontos, enquanto o S&P 500 recuou 0,38%, aos 5.069,53 pontos. Os dois índices marcaram máximas históricas de fechamento na semana passada. O Nasdaq, com elevada concentração de ativos de tecnologia, perdeu 0,13%, aos 15.976,25 pontos.

Bolsas da Europa

Assim como nos Estados Unidos, as bolsas europeias fecharam, majoritariamente, em baixa após as recentes máximas históricas do Stoxx 600, com investidores à espera de novos dados de inflação dos EUA nos próximos dias.

Em Londres, o índice FTSE 100 fechou em baixa de 0,26%, aos 7.686,11 pontos. Já no continente, em Frankfurt, o índice DAX subiu 0,02%, aos 17.423,23 pontos, enquanto o CAC-40, referencial da Bolsa de Paris, cedeu 0,46%, para encerrar aos 7.929,82 pontos. Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,44%, a 32.557,81 pontos.

Por fim, em Lisboa, o PSI 20 teve baixa de 1,00%, a 6.179,67 pontos; em Madri, o IBEX 35 subiu 0,08%, a 10.138,40 pontos.

*Com informações de Estadão Conteúdo e Dow Jones Newswire

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