Mercado

Ibovespa sobe 0,44% e volta aos 127 mil pontos com Petrobras e Vale; dólar fica estável

Índice reverteu parte da queda do dia anterior, quando caiu 0,87%

Foto: Pixabay
O Ibovespa é o principal índice de ações da B3, a Bolsa de Valores do Brasil. Foto: Pixabay

A bolsa de valores fechou em alta de 0,44%, a 127.548,52 pontos nesta terça-feira (02/04), na contramão dos principais índices ocidentais, com as grandes empresas da bolsa em volume de ações negociadas impulsionando os ganhos. Por ora, reverteu parte da queda do dia anterior, quando o principal índice da bolsa desceu 0,87%.

Nesse sentido, no fechamento a Vale (VALE3) subiu 1,18% e a Petrobras avançou 2,58% (PETR4) e 2,72% (PETR3). O índice Midlarge, que abrange algumas das empresas com grandes volumes, teve alta de 0,55%, o maior ganho entre índices setoriais.

Dólar


Simultaneamente, o dólar fechou estável, com leve queda em relação ao real, depois dos ganhos robustos do pregão anterior.

Assim, no fechamento, a moeda norte-americana desceu 0,02%, a R$ 5,0583.

Por outro lado, no cenário global, o dólar teve queda.

O DXY, que mede o desempenho da divisa dos Estados Unidos em relação a outras moedas importantes, desvalorizou 0,19%, a 104,81 pontos.

Ações em alta


Veja os papéis que lideraram os ganhos na bolsa de valores.

  • Agrogalaxy (AGXY3) +12,00%
  • Ser Educacional (SEER3) +6,56%
  • Enjoei (ENJU3) +4,95%
  • Tenda (TEND3) +4,86%
  • Lojas Renner (LREN3) +3,98%


Ações em baixa


Confira também os papéis que tiveram as maiores perdas do dia.

  • Sequoia (SEQL3) -12,82%
  • Enauta (ENAT3) -10,40%
  • PetroReconcavo (RECV3) -8,64%
  • Oncoclínicas (ONCO3) -4,93%
  • Infracommerce (IFCM3) -4,40%


Os rankings contemplam ações com volume acima de R$ 1 milhão, que integram ou não o Ibovespa e outros índices. As cotações foram apuradas entre 17h07 e 17h11.

Ibovespa e NY em direções opostas


O comportamento dos juros das treasuries americanas, nas máximas do ano, jogaram os ativos de risco para baixo no mundo desenvolvido já no início das sessões.

Além disso, o mercado avaliou a abertura de postos de trabalho nos Estados Unidos, que avançou de 8,748 milhões em janeiro (dado revisado nesta terça-feira, de 8,863 milhões antes divulgado) para 8,756 milhões em fevereiro, informou o Departamento do Trabalho.

Analistas ouvidos pela FactSet previam 8,770 milhões.

Os números corroboram a avaliação de dirigentes do Fed de que a maior economia do planeta permanece forte, em um quadro que reduz a urgência de se começar o ciclo de relaxamento.

A presidente da distrital do BC norte-americano em Cleveland, Loretta Mester, alertou nesta terça para o risco associado a um afrouxamento prematuro. Já a líder da regional de São Francisco, Mary Daly, disse concordar com a previsão de três cortes este ano.

Assim, investidores adotaram uma postura defensiva que espalhou ordens de vendas por Wall Street.

Nesse sentido, em Nova York. Dow Jones encerrou a sessão em baixa de 1,00%, aos 39.170,24 pontos. S&P 500 cedeu 0,72%, aos 5.205,81 pontos. Nasdaq perdeu 0,95%, aos 16.240,45 pontos.

Europa


As principais bolsas europeias fecharam em queda, invertendo os ganhos observados no início do pregão, na volta do feriado prolongado de Páscoa.

O DAX recuou 1,13%, aos 18.283,13 pontos. O índice de Frankfurt era um dos mais pressionados, sem que a desaceleração mais acentuada do que a esperada da inflação na Alemanha fosse suficiente para conter uma correção após sucessivos recordes.

Em Londres, o índice FTSE 100 encerrou com variação de -0,22%, aos 7.935,09 pontos. O CAC 40, de Paris, registrou baixa de 0,92%, aos 8.130,05 pontos.

Em Milão, o FTSE Mib cedeu 1,22%, aos 34.325,23 pontos. O Ibex 35, marcou recuo de 0,89%, aos 10.975,60 pontos, em de Madri. Por outro lado, o PSI 20, de Lisboa, subiu 0,43%, aos 6.307,21 pontos

Movimentos da bolsa de valores hoje
A principal causa da queda da bolsa de valores no começo da sessão foi a alta da treasury de 10 anos, segundo Paulo Gala, economista-chefe do banco Master. Os juros do principal título de dívida pública dos Estados Unidos subiu a 4,30% na sessão anterior, bem acima da mínima de 3,80% registrada no início do ano.

“Com isso, o mercado começa a empurrar o corte de juros para julho”, avalia Gala.

Além disso, o petróleo foi às máximas do ano e também começou a preocupar o mercado com a possível volta de uma pressão inflacionária.

Nesse sentido, o petróleo Brent subiu 1,53%. Além disso, o minério de ferro avançou 0,49%. Com isso impactando positivamente o desempenho de Vale, Petrobras e outras companhias de commodities minerais, o desempenho da bolsa de valores do Brasil passou a operar em alta durante a tarde, fechando no campo positivo.

Movimentos da bolsa de valores

A principal causa da queda da bolsa de valores no começo da sessão foi a alta da treasury de 10 anos, segundo Paulo Gala, economista-chefe do banco Master.

Os juros do principal título de dívida pública dos Estados Unidos subiram a 4,30% na sessão anterior, bem acima da mínima de 3,80% registrada no início do ano.

“Com isso, o mercado começa a empurrar o corte de juros para julho”, avalia Gala.

Além disso, o petróleo foi às máximas do ano e também começou a preocupar o mercado com a possível volta de uma pressão inflacionária.

Nesse sentido, o petróleo Brent subiu 1,53%. Além disso, o minério de ferro avançou 0,49%. Com isso impactando positivamente o desempenho de Vale, Petrobras e outras companhias de commodities minerais, o desempenho da bolsa de valores do Brasil passou a operar em alta durante a tarde, fechando no campo positivo.

Câmbio em foco


No pregão anterior, o dólar se valorizou com o petróleo a US$ 85 e treasuries de 10 anos nas máximas do ano.

Além disso, houve o vencimento no meio de abril de R$ 3,8 bilhões em NTNs indexadas ao câmbio.

“É um evento importante porque coloca pressão de demanda principalmente de quem quer substituir esse hedge “, explica o economista do Master.

Outro destaque do dia em relação ao dólar é o anúncio feito pelo Banco Central do leilão extraordinário de US$ 1 bilhão.

O swap para a venda futura de dólar “visa atenuar um pouco esse soluço” da moeda norte-americana, diz Gala. Com isso, o dólar terminou estável.

*Com informações do Estadão Conteúdo e Dow Jones Newswires

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