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Ibovespa vai a 129 mil com decisão do Fed; dólar cai a R$ 4,97

Bolsa registrou alta de 1,25%, a 129.124,83 pontos, no sentido oposto do fechamento do pregão anterior

Sede da Bolsa de Valores em São Paulo, com grande telão mostrando as cotações das ações
Situação do arcabouço fiscal impediram que a alta da Petrobras carregasse o índice para desempenhos melhores Foto: Divulgação

A bolsa de valores fechou em alta de 1,25%, a 129.124,83 pontos nesta quarta-feira (20/03), no sentido oposto do fechamento do pregão anterior. Isso ocorre após a decisão do Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos), de manter os juros da economia americana no patamar de 5,25% a 5,50% ao ano. A sinalização da autoridade monetária também indicou três cortes ainda em 2024.

Assim, isso aliviou o sentimento de risco do mercado diante da Super Quarta, que aguarda ainda a decisão do Banco Central sobre a taxa Selic.

Ibovespa

O mercado “gostou” da decisão do Federal Reserve de manter os juros nos Estados Unidos. Mais do que isso, o risco de juros altos por mais tempo diminuiu após o gráfico de pontos mostrar que a maioria dos membros do Fomc (Comitê de Política Monetária do Fed) é a favor de pelo menos três cortes de juros em 2024.

Em entrevista, o presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou que dirigentes do Fomc revisaram o crescimento da economia dos Estados Unidos para este ano. Além disso, Powell afirmou que as expectativas de inflação de longo prazo “continuam ancoradas”.

“O mercado assumiu uma postura de tranquilidade porque gostou tanto do comunicado (do Fed) como da entrevista de Powell”, diz Thiago Pedroso, head de renda variável da Critéria. “Ele deu os sinais para o início de ciclo de corte de juros.”

A postura do Fed deu respaldo à alta do Ibovespa nesta quarta para o Ibovespa brasileiro. Alexandre Mathias, estrategista chefe da Monte Bravo, afirma que o índice deve buscar novos recordes após esta Super Quarta.

Assim, o Ibovespa registrou alta generalizada. Entre os destaques, as ações preferencias da Braskem (BRKM5) sobem 13,75%, com maior valorização no dia. Seguida por Vamos (VAMO3), com avanço de 7,12%. A empresa da holding Simpar (SIMH3) agradou investidores com resultados do quarto trimestre de 2023, ao reportar um lucro líquido de R$ 195 milhões.

Outro destaque do Ibovespa ficou com a alta das ações da Petrobras (PETR3;PETR4). O papel ON (PETR3) subiu 2,08%, enquanto a PN (PETR4) ganha 1,75% em valor de mercado.

Dólar

Simultaneamente, a moeda norte-americana registrou forte queda contra o real. A partir da decisão do Fed, o dólar derreteu no pregão e recuou 1,10%. O dólar está cotado a R$ 4,9744.

Para os próximos meses, afirma Mathias, da Monte Bravo, o dólar deve seguir em trajetória de baixa. “O real deve ganhar um novo impulso e voltar a se apreciar, testando novamente as mínimas atingidas em 2023”, afirma o analista.

No cenário externo, o dólar também perdeu força contra os principais pares globais, como o euro e o iene. O índice DXY, que compara a divisa dos EUA contra moedas importantes, recuou 0,16%, a 103,43 pontos.

Ações em alta

Considerando todas as ações de índices do Ibovespa, o papel da Braskem (BRKM5) obteve o melhor desempenho do dia. O papel teve destaque positivo após a divulgação dos resultados da empresa ter agradado investidores.

A empresa sinalizou, em conferência, que está próxima de ter fluxo de caixa operacional positivo, considerando a joint venture com a mexicana Idesa. Mas que provisões ao desastre ambiental em Alagoas ainda devem pesar no caixa em 2024.

A lista a seguir inclui cinco ativos e tem como critério elencar apenas ações cujo volume de transação durante o pregão foi igual a R$ 1 milhão ou mais. As cotações foram levantadas às 17h46.

  • Braskem PNA (BRKM5): +15,74%
  • Alliar ON (AALR3): +15,19%
  • Braskem ON (BRKM3): +14,98%
  • Gafisa ON (GFSA3): +12,62%
  • C&A Modas ON (CEAB3): +9,45%

Ações em queda

Entre as poucas baixas, o pior desempenho ficou com a ação da Infracommerce (IFCM3). O papel despencou 13,33% após a empresa divulgar resultados com um prejuízo líquido de R$ 110,2 milhões.

A lista segue os mesmos critérios do ranking de maiores ações.

  • Infracommerce ON (IFCM3): -13,33%
  • Log-In ON (LOGN3): -4,79%
  • Enauta ON (ENAT3): -3,94%
  • Prio ON (PRIO3): -3,62%
  • Lavvi ON (LAVV3): -2,37%


Bolsas dos EUA

As bolsas de Nova York fecharam em alta e os três principais índices de Wall Street renovaram suas máximas históricas após a decisão de juros do Federal Reserve e a coletiva de seu presidente, Jerome Powell, consolidarem as apostas do mercado de que os juros serão cortados na reunião de junho.

No fechamento, o índice Dow Jones subiu 1,03%, aos 39.512,13 pontos, enquato o S&P 500 teve alta de 0,89%, aos 5.224,62 pontos. Por fim, a Nasdaq acumulou ganhos de 1,25%, aos 16.369,41 pontos.

Bolsas da Europa

As bolsas europeias fecharam com desempenhos distintos, com variações contidas em vários mercados, diante da expectativa em torno da decisão de política monetária do Federal Reserve. Após fechar a sessão da véspera em nível recorde, o mercado de Paris foi fortemente pressionado pelo tombo de ações do setor de luxo após alerta da Kering sobre vendas da marca Gucci. Frankfurt subiu, com o índice referencial alemão DAX conseguindo cravar novo recorde acima dos 18.000 pontos.

O CAC 40, de Paris, fechou em baixa de 0,48%, aos 8.161,41 pontos. Na véspera, o índice cravou novo recorde de fechamento aos 8.201,05 pontos. Mesmo com ganho marginal, o DAX, de Frankfurt, cravou nova pontuação inédita de fechamento, aos 18.012,93 pontos. Em Londres, o índice FTSE 100 encerrou com variação de -0,01%, aos 7.737,38 pontos.

Outros mercados da região fecharam perto da estabilidade ou em alta. Em Madri, o Ibex 35 ganhou 0,43%, aos 10.747,70 pontos. O FTSE Mib, de Milão, ganhou 0,09%, aos 34.293,29 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 subiu 0,48%, a 6.152,21 pontos. As cotações são preliminares.

*Com informações do Estadão Conteúdo e Dow Jones Newswires

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