Mercado

IGP-M, a inflação do aluguel, desacelera em julho, diz FGV

Recuo no preço dos transportes, com destaque para gasolina, contribuiu para resultado do índice, que acumula alta de 10,08% nos últimos 12 meses

Homem assinando contrato de locação, sobre a mesa está apoiado uma miniatura de uma casa juntamente com molho de chaves.
Inflação do aluguel começa a desacelerar, mas ainda acumula alta de mais de 10% nos últimos 12 meses. Foto: Adobe Stock

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que determina o reajuste de vários contratos no país, como o de aluguel, desacelerou a 0,21% em julho, após alta de 0,59% em junho, informou nesta quinta-feira, 28, a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado ficou abaixo da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, serviço de pesquisa das estimativas de mercado, de 0 30%. O levantamento tinha piso de 0,13% e teto de 0,75%.

Se você tem um contrato que vence agora, saiba que a inflação acumulada em 12 meses pelo IGP-M arrefeceu de 10,70% para 10,08%, também abaixo da estimativa intermediária do mercado, de 10,18%. No ano, até julho, o indicador acumula alta de 8,39%.

Nas aberturas, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M) arrefeceu de 0,30% para 0,21% em julho. O índice de preços no atacado acumula variação de 10,14% em 12 meses. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M), por sua vez, registrou deflação de 0,28%, com alta de 9,02% acumulada em 12 meses.

Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) desacelerou de 2,81% para 1,16%, conforme divulgado pela FGV na terça-feira. A alta acumulada em 12 meses é de 11,66%.

No acumulado de 12 meses, a inflação do IPC-M desacelerou a 9 02%, ante 10,23% em junho. Seis das oito classes de despesa do índice registraram alívio em suas taxas de variação em julho – três delas com deflação. A principal contribuição foi de Transportes (0,09% para -2,42%), com destaque para a gasolina, que aprofundou a queda de 0,19% para 7,26%.

Educação, Leitura e Recreação (2,63% para -0,86%), Habitação (0 65% para -0,30%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,64% para 0,29%), Vestuário (1,52% para 0,73%) e Despesas Diversas (0,33% para 0 26%) foram os outros grupos a registrar arrefecimento na margem. O movimento foi puxado por desaceleração em passagem aérea (13 40% para -5,20%), tarifa de eletricidade residencial (-0,34% para -3,11%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,67% para -1,43%), roupas (1,75% para 0,65%) e serviços bancários (0,25% para 0,11%), respectivamente.

Na direção oposta, Alimentação (0,74% para 1,47%) e Comunicação (-0,49% para -0,16%) apresentaram aceleração da taxa em julho. Nesses grupos, os itens com maior peso foram laticínios (4,33% para 11,16%) e combo de telefonia, internet e TV por assinatura (-1,22% para -0,30%).

Influências individuais

Segundo a FGV, os itens que mais contribuíram para o alívio do IPC-M em julho foram gasolina (-0,19% para -7,26%), tarifa de eletricidade residencial (-0,34% para -3,11%) e passagem aérea (13,40% para -5,20%). Tomate (-10,84% para -18,26%) e etanol (-6 25% para -9,41%) completam a lista.

Por outro lado, as principais pressões de alta partiram de leite tipo longa vida (6,13% para 21,83%), plano e seguro de saúde (0 65% para 1,17%) e refeições em bares e restaurantes (0,57% para 0,89%), seguidos por mamão papaia (-6,65% para 21,20%) e queijo muçarela (5,04% para 8,46%).

Fonte: Estadão Conteúdo

A desaceleração dos preços ao produtor industrial entre junho e julho (0,67% para 0,22%) puxou o alívio do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M) do período (0,30% para 0,21%), informou a FGV. O IPA-M agropecuário, por sua vez, teve alta de 0,17%, ante recuo de 0,61% na leitura anterior.

A inflação acumulada pelo IPA-M total em 12 meses arrefeceu de 10,69% em junho para 10,14% em julho. O alívio também foi puxado pelos preços ao produtor industrial, que arrefeceram de 10,12% para 8,73% nessa base.

Nas aberturas por estágios de processamento, os bens finais subiram de 0,58% em junho para 0,69% em julho, alavancados pelo avanço de combustíveis para o consumo (-0,25% para 2,39%). Os bens intermediários aceleraram de 0,85% para 2,00%, devido a combustíveis e lubrificantes para a produção (6,81% para 9,96%).

As matérias-primas brutas intensificaram o ritmo de deflação (-0 52% para -2,13%), diante dos recuos de minério de ferro (-0,32% para -11,98%), algodão em caroço (2,28% para -14,02%) e milho em grão (-1,21% para -5,00%). Em contrapartida, os itens bovinos (-3,29% para 4,43%), leite in natura (4,40% para 13,46%) e mandioca/aipim (-4,24% para 8,02%) exerceram pressão para cima no grupo, em julho.

As principais pressões para baixo sobre o IPA-M partiram de minério de ferro (-0,32% para -11,98%), milho em grão (-1,21% para -5,00%) e soja em grão (-0,80% para -2,05%). Algodão em caroço (2,28% para -14,02%) e carne bovina (-1,24% para -3,22%) completam a lista.

Por outro lado, pressionaram o IPA-M para cima os itens óleo diesel (6,96% para 12,68%), leite in natura (4,40% e 13,46%) e bovinos (-3,29% para 4,43%), seguidos por leite industrializado (4,50% para 18,96%) e farelo de soja (-4,39% para 6,79%).

Fonte: Estadão Conteúdo

Sobre nós

O Bora Investir é um site de educação financeira idealizado pela B3, a Bolsa do Brasil. Além de notícias sobre o mercado financeiro, também traz conteúdos para quem deseja aprender como funcionam as diversas modalidades de investimentos disponíveis no mercado atualmente.

Feitas por uma redação composta por especialistas em finanças, as matérias do Bora Investir te conduzem a um aprendizado sólido e confiável. O site também conta com artigos feitos por parceiros experientes de outras instituições financeiras, com conteúdos que ampliam os conhecimentos e contribuem para a formação financeira de todos os brasileiros.

Últimas notícias