Mercado

Mercados financeiros hoje: exterior tem cautela antes de PIB dos EUA

No Brasil, foco está no relatório de inflação e em fala de Campos Neto

Bandeira dos Estados Unidos tremulando asteada em frente a prédio histórico
Bandeira dos EUA; Foto: Adobe Stock

A divulgação do Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de março, seguida da entrevista do presidente do BC, Roberto Campos Neto, concentra as atenções neste último dia útil do mês e do primeiro trimestre para os mercados. Outro destaque é a Pnad Contínua do trimestre até fevereiro. Nos EUA saem os dados finais do PIB e PCE trimestrais, além da pesquisa da Universidade de Michigan sobre a confiança e as expectativas de inflação dos consumidores.

Exterior

Os mercados americanos operam em compasso de espera pela divulgação dos dados finais do PIB trimestral dos EUA, além da pesquisa da Universidade de Michigan sobre a confiança do consumidor. O movimento ainda reflete a expectativa pelo índice de inflação preferido do Fed, o PCE mensal, amanhã, além do discurso do presidente do Fed, Jerome Powell. Tudo será acompanhado com afinco pelos investidores, que buscam sinais sobre o início do corte dos juros nos EUA. Ontem à noite, diretor do banco central americano Christopher Waller disse não ter pressa de começar a reduzir juros, e que quer ver pelo menos mais dois meses de dados para avaliar se a hora chegou.

Os rendimentos dos Treasuries e o dólar ante outras moedas fortes sobem na esteira da fala de Waller, enquanto a maioria dos índices futuros de ações cede marginalmente. A libra ainda sente a confirmação de que o Reino Unido entrou em recessão no fim do ano passado. A despeito disso, da inesperada queda nas vendas do setor varejista da Alemanha em fevereiro e do tombo de 65% das ações do Casino, as bolsas europeias sobem em sua maioria, estendendo ganhos de ontem, no último pregão da semana antes do feriado da Sexta-feira Santa.

Brasil

O viés negativo dos índices futuros de ações em Nova York e mais uma queda do minério de ferro em Dalian, na China, de 0,85% podem penalizar o Ibovespa. Em contrapartida, a alta do petróleo pode atenuar eventual recuo do Índice Bovespa, mas sem forças para impedir uma desvalorização no primeiro trimestre. Até ontem, essa queda era de 3,04% no trimestre e de 1,03% em março.

Ao mesmo tempo, o investidor avalia vários balanços de empresas do quarto trimestre. No câmbio, o dólar forte no exterior pode pesar em dia ainda de formação da última Ptax do mês. Ao mesmo tempo, a alta dos rendimentos dos Treasuries tende a influenciar os juros futuros, que ainda monitoram eventuais sinais no RTI e de Campos Neto sobre a Selic terminal. Isso porque tem aumentado o debate sobre a possibilidade de uma taxa de juro básico maior no fim do ciclo.

Ontem após o forte Caged de fevereiro, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que espera que o Banco Central não se assuste com o número de empregos gerados no Brasil, em referência a uma possível mudança no curso do afrouxamento monetário executado pela autoridade. Os mercados ainda avaliam a notícia de que o governo formalizou ontem suas propostas para redução do Perse e da desoneração da folha de salários dos municípios, segundo o Valor.

*Agência Estado

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