Mercado

Mercados financeiros hoje: investidor olha Powell e reforma tributária em dia de feriado em SP

A bolsa brasileira opera normalmente, mas a liquidez pode ser reduzida

O presidente do Banco Central dos Estados Unidos, Jerome Powell, em um púlpito em frente à bandeira dos EUA
O presidente do Fed, o Banco Central dos EUA, Jerome Powell. Foto: Divulgação

O testemunho do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, sobre o relatório semianual de política monetária, em audiência no Comitê Bancário do Senado dos Estados Unidos, é o destaque da enxuta agenda econômica desta terça-feira. As atenções ficam ainda em discursos dos diretores do Fed Michael Barr e Michelle Bowman. No Brasil, os bancos fecham em São Paulo por causa do feriado de 9 de julho no Estado, mas a B3 opera e a liquidez pode ser reduzida. Serão acompanhados os leilões de títulos pós-fixados do Tesouro e uma entrevista do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para anunciar o projeto de lei de renegociação das dívidas dos Estados com a União. Na Câmara, será apresentado o relatório do 1º projeto de regulamentação da reforma tributária ao colégio de líderes e a expectativa é pela votação amanhã ou quinta-feira.

Exterior

O ímpeto dos ativos financeiros americanos é limitado nesta manhã, com investidores à espera de declarações do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, antes dos dados de inflação ao consumidor dos EUA, na quinta-feira. Powell pode trazer pistas mais consistentes para a política monetária em meio aos sinais de moderação da inflação e da economia, que têm apoiado as apostas em início de corte de juros em setembro.

As mudanças nos riscos referentes às eleições americanas também vêm limitando os ajustes por conta de preocupações fiscais nos EUA. Os futuros de Nova York e os rendimentos intermediários e longos dos Treasuries sobem moderadamente, enquanto o dólar oscila perto da estabilidade frente outras moedas principais.

O petróleo recua e o minério de ferro também fechou em baixa de 0,48% na bolsa de Dalian, na China. Na Europa, as bolsas voltam a operar com sinais divergentes, com a de Paris e o euro em baixas persistentes, com as atenções voltadas ao difícil quadro político francês. A extrema-direita ficou atrás da esquerda e do centro em número de assentos na eleições parlamentares, mas nenhuma força conseguiu maioria absoluta na Assembleia Nacional. A composição dificultará a formação de um consenso político para a estratégica fiscal no país.

Brasil

O feriado da Revolução Constitucionalista no Estado de São Paulo e uma agenda sem indicadores relevantes devem esvaziar os negócios locais. O fôlego curto dos mercados acionários em Nova York e as perdas das commodities podem limitar ainda o desempenho do Ibovespa e das ações da Vale e da Petrobras, após ganhos na esteira do aumento da gasolina e do GLP, a partir de hoje. O EWZ, principal fundo de índice (ETF) do Brasil negociado em Wall Street, estava estável no pré-mercado por volta das 5 horas. Os ADRs da Vale subiam 0,35% às 6h37, mas os da Petrobrás caíam 0,20% às 5h52 no pré-mercado.

Os ajustes nos juros futuros e dólar podem ser influenciados pelos leves ganhos dos rendimentos dos Treasuries e da moeda americana frente pares rivais e divisas emergentes e ligadas a commodities, antes do depoimento de Powell e dos diretores do Fed.

Ontem, os DIs caíram, mas o dólar à vista subiu 0,26%, a R$ 5,4766, com ajuste técnico após perder 3,5% nas três sessões anteriores. A queda das commodities pode pesar também no câmbio. Em meio a preocupações fiscais, os investidores olham ainda a entrevista de Pacheco sobre a proposta de renegociação da dívida dos Estados e as negociações finais em torno do primeiro projeto de regulamentação da reforma tributária na Câmara.

*Agência Estado