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Mercados financeiros hoje: MP da subvenção e reforma tributária podem impor cautela

No exterior, mercados estendem ganhos da semana

Gráfico de barrar em um terminal de análise financeira
IPCA-15 desacelerou para 0,51% em maio – após 0,57% em abril, abaixo da mediana de projeções coletadas pelo Investing.com de 0,64%

Por Redação B3 Bora Investir

As votações da MP da subvenção e da reforma tributária ocupam o centro das atenções nesta sexta-feira, especialmente após importantes derrotas do governo no Congresso, com a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à desoneração da folha de pagamentos de 17 setores e do veto ao marco temporal.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, participa de palestra em encontro promovido no Palácio do Itamaraty no âmbito das reuniões do G20, que acontecem nesta semana em Brasília. A agenda desta sexta-feira traz ainda o IGP-10 e, nos Estados Unidos, o índice de gerente de compras (PMI), produção industrial e índice de atividade Empire State.

Bolsas estrangeiras seguem em alta

As bolsas europeias e futuros de Nova York mostram fôlego nesta sexta-feira, após o rali da semana em reação ao tom dovish do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Os juros dos Treasuries operam mistos, mas o da T-Note de 10 anos segue abaixo de 4%. O dólar mostra fraqueza ante a maioria das moedas e o petróleo tem alta modesta.

Na Europa, a Bolsa de Londres é exceção e cai, após o PMI do Reino Unido alcançar a máxima em seis meses, na preliminar de dezembro. O euro aprofundou perdas ante o dólar após o PMI composto fraco da Alemanha, indicando contração da atividade. Na zona do euro, o PMI também mostrou contração.

Na China, a produção industrial subiu mais que o esperado em novembro, mas varejo decepcionou, assim como as vendas de moradias, que caíram num ritmo mais forte entre janeiro e novembro.

No Brasil, Congresso volta a centralizar atenção dos investidores

Os ativos locais podem ficar mais sensíveis ao andamento da pauta do governo no Congresso após as derrotas de ontem com a desoneração e marco temporal, a poucos dias do recesso parlamentar. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse ontem que o acordo para aprovar a reforma tributária “avançou para caramba”, mas a votação acabou ficando para hoje.

A votação da MP da Subvenção do ICMS também foi adiada para esta sexta-feira. A MP foi aprovada ontem em comissão mista formada por deputados e senadores e o relator da medida, deputado Luiz Fernando Faria (PSD-MG), ampliou os benefícios da proposta para investimentos nos setores de comércio e serviços.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou ontem que as alterações feitas pelo Congresso na MP não mudam a expectativa de arrecadação para o próximo ano, de R$ 35 bilhões. Também ontem o Congresso, em sessão conjunta, derrubou o veto presidencial ao artigo da lei do novo arcabouço fiscal que proibia o governo de propor quaisquer novas exceções à meta de resultado primário (a diferença entre receitas e despesas, desconsiderando o pagamento dos juros da dívida) na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

*Agência Estado

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