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Mercados financeiros hoje: NY mostra cautela e dólar perde tração antes de ata do Fed

Expectativa é de que a ata da última reunião do Fed reforce a chance de os cortes de juros começarem apenas em junho

Foto: Pixabay
O Ibovespa é o principal índice de ações da B3, a Bolsa de Valores do Brasil. Foto: Pixabay

O destaque desta quarta-feira é a divulgação da ata da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de janeiro. A agenda traz ainda discurso da diretora do Fed Michelle Bowman, que vota este ano, e a confiança do consumidor na zona do euro. Na agenda local, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, às 10h. A expectativa é que eles conversem sobre as negociações em torno da proposta de reoneração da folha de pagamentos. No Rio de Janeiro, ocorre hoje e amanhã a primeira reunião ministerial do G20, grupo das 20 maiores economias do mundo, sob a presidência do Brasil. As reuniões dos países membros começaram em dezembro e são preparatórias para a Cúpula do G20, em novembro, também no Rio de Janeiro.

No exterior, investidores esperam ata do Fed

Enquanto a maioria das bolsas europeias sobe, com exceção de Londres, todos os índices futuros de Nova York recuam nesta manhã, antes da ata do Fed. A Bolsa de Londres cai após os balanços do HSBC e Glencore.

A expectativa para a ata é de que o documento reforce a chance de os cortes de juros começarem apenas em junho, num ritmo gradual, diante do desafio do BC americano de controlar a inflação e ao mesmo tempo evitar uma desaceleração da economia. Tanto o índice de preços ao consumidor (CPI) quanto o de preços ao produtor (PPI) de janeiro vieram acima do previsto, apagando a possibilidade de o afrouxamento começar em março e reduzindo as chances para maio. O CME Group apontava há pouco 93,5% de manutenção dos Fed Funds em março na faixa de 5,25% e 5,50%; 64,3% para manutenção em maio; 79,2% de chance de cortes em junho.

Na Ásia, as bolsas de Xangai e Hong Kong subiram após o Ministério de Habitação chinês aprovar 160 bilhões de yuans (US$ 22,25 bilhões) em empréstimos para projetos imobiliários, segundo a chefe de pesquisa do Maybank, Sonija Li. Já as demais bolsas caíram diante da cautela de investidores antes do balanço da Nvidia, que será conhecido após o encerramento dos negócios em Wall Street.

Agenda doméstica tem balanço e discussão sobre reoneração

Os mercados podem ficar mais de lado no início dos negócios na expectativa com a ata do Fed, mas o recuo dos futuros de NY e do petróleo podem pesar no Ibovespa. O EWZ, maior fundo de índice de papéis do Brasil negociado em Nova York, caía 1,42% no pré-mercado perto das 7 horas. Os balanços de empresas também serão olhados, como os da Gerdau e Telefonica Brasil. Já os juros futuros e o dólar podem acompanhar as oscilações mais estreitas dos rendimentos dos Treasuries e do dólar ante maioria das moedas.

As conversas em torno da reoneração da folha de pagamentos de 17 setores da economia segue no foco e hoje Lula e Haddad se reúnem para tratar do assunto. O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse ontem que o governo está aberto a negociar. A reoneração é parte do plano do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para aumentar a arrecadação do governo e colocar as contas públicas em dia.

*Agência Estado

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