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Mercados financeiros hoje: payroll guia mercados às vésperas de decisão do Fed e Copom

Investidores buscam mais pistas sobre a política monetária antes das decisões de dezembro dos BCs do Brasil e dos Estados Unidos

Painel de cotação. Foto: Adobe Stock
Bolsa de valores: apresentação de arcabouço fiscal ao presidente Lula é monitorado pelos investidores. Foto: Adobe Stock

A divulgação do relatório de empregos dos Estados Unidos, o payroll, referente ao mês de novembro, é o destaque do dia nos mercados, que buscam mais pistas sobre a política monetária a cinco dias do anúncio das decisões de dezembro do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e do Comitê de Política Monetária (Copom), na super quarta (13).

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) reúne-se hoje a portas fechadas para abordar o conflito territorial entre Venezuela e Guiana. Com o risco de conflito pelo território de Essequibo, próximo à fronteira com o Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá reunião com o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, no Palácio do Planalto. Na enxuta agenda local, os investidores devem monitorar a participação gravada do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, para evento do Conselho Empresarial Lide Rio de Janeiro.

Petróleo opera em alta e o WTI recupera os US$ 70

Os retornos dos Treasuries sobem moderadamente, enquanto os futuros das bolsas de Nova York tentam subir em quadro de expectativa pelo payroll dos Estados Unidos. A recuperação do petróleo, que sobe mais de 1% nesta manhã, ajuda as ações do setor de energia. O barril do WTI retoma a marca psicológica de US$ 70 em Nova York.

Na Europa, os mercados de ações se recuperam das perdas da véspera e sobem, mas o euro registrou mínimas ante o dólar, após a queda de 0,4% do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da Alemanha em novembro ante outubro, como esperado por analistas. Já a Bolsa de Tóquio caiu 1,68% e o iene recua frente ao dólar, na esteira da queda do Produto Interno Bruto (PIB) real do Japão de 0,7% no terceiro trimestre de 2023 ante o anterior, abaixo do dado preliminar e do que os analistas da FactSet esperavam (-0,5%).

Ontem, a moeda japonesa saltou ao maior nível nos últimos quatro meses frente ao dólar, após acenos do presidente do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês), Kazuo Ueda, em direção a uma política monetária menos relaxada.

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O fôlego curto nas bolsas internacionais antes do payroll e a alta de mais de 1% do petróleo podem renovar o impulso do Ibovespa, que subiu moderadamente na esteira de Wall Street ontem, mas ainda carregando perda de 1,70% na semana e de 1,04% desde o começo de dezembro. Mas o avanço dos juros dos Treasuries e do dólar frente outras moedas rivais pode influenciar os ajustes nos mercados de juros futuros e de câmbio, que ainda pode mostrar volatilidade, em meio aos sinais mistos em relação às divisas ligadas a commodities e de baixa ante alguns pares do real, como peso mexicano, dólar australiano e rublo.

Os ajustes podem ficar mais limitados antes do payroll, que deve guiar as perspectivas para o Fed, mas não alterar as apostas locais em um novo corte de 0,50 ponto porcentual na taxa Selic, de 12,25% para 11,75% ao ano, pelo Copom na próxima quarta-feira.

Antes da agenda concentrada de votações no Congresso na próxima semana, o governo Lula recebeu da cúpula do Congresso um pedido de liberação de aproximadamente R$ 4 bilhões em recursos extras para os deputados e R$ 2 bilhões para os senadores ainda este ano, interpretado como essencial para que propostas de interesse do Palácio do Planalto avancem nas últimas semanas de 2023, principalmente a agenda econômica. Além disso, o Congresso quer R$ 11 bilhões para resgatar o orçamento secreto e distribuir o dinheiro por meio de outro mecanismo em 2024: as emendas de comissão.

*Agência Estado