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Mercados financeiros hoje: Petrobras, Vale e balanço da Eletrobras ficam no radar

Agenda externa fraca deixa destaque com empresas locais

Prédio sede da Petrobras, no Rio de Janeiro. Foto: Adobe Stock
Prédio sede da Petrobras, no Rio de Janeiro. Foto: Adobe Stock

Dados industriais da Europa e Brasil, além do PIB do G20, estão previstos na fraca agenda econômica desta quarta-feira, além de alguns balanços trimestrais, como o da Eletrobras, após o fechamento dos mercados. Discursos de dois dirigentes do Banco Central Europeu – Piero Cipollone e Yannis Stournaras – serão monitorados também nas próximas horas. Em Brasília, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, recebe o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para tratar da dívida estadual. Tarcísio também acompanhará juntamente com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a abertura da consulta pública do Túnel Santos-Guarujá. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai à inauguração do complexo industrial da Eurochem, que fabricará fertilizantes, em Serra do Salitre, no interior de Minas Gerais.

Exterior tem agenda fraca

Os índices futuros de Nova York operam com sinais mistos, perto da estabilidade, após o índice S&P 500 registrar ontem a maior pontuação de fechamento da história, depois que o núcleo da inflação ao consumidor (CPI) nos Estados Unidos impulsionou a esperança pela retomada definitiva da estabilidade de preços na maior economia do planeta. Os juros dos Treasuries adotam alta com a expectativa no mercado de início de corte de juros em junho no país. Sem indicadores na agenda americana hoje, os investidores aguardam pelos dados de inflação ao produtor (PPI) americano, que serão conhecidos amanhã (14).

Na Europa, as bolsas avançam, à espera de discursos de dirigentes do BCE e repercutem notícias sobre empresas francesas e indicadores de produção industrial na região. O índice CAC da Bolsa de Paris exibe maior ganho entre as pares, com destaque para a ação do BNP Paribas, com ganho de quase 3% por volta das 6h30, após o banco francês revelar que planeja devolver cerca de 20 bilhões de euros em capital a acionistas entre 2024 e 2026. Já a Vallourec saltava 6,4%, após a ArcelorMittal anunciar compra de fatia de 28,4% na fabricante francesa de tubos de aços, por 955 milhões de euros. Entre os números da indústria europeia, a produção industrial da zona do euro caiu 3,2% em janeiro ante dezembro, bem pior que a previsão (-0,8%) e o mesmo dado do Reino Unido apontou também uma inesperada queda.

Mercado doméstico repercute notícias corporativas

Sem indicadores relevantes na agenda, o Ibovespa deve ser afetado pela fraqueza nas bolsas em Nova York nesta manhã em meio ao avanço dos juros dos Treasuries, que tende a pesar também nos mercados de juros e de câmbio. Sinais mistos de commodities podem mexer com as blue chips na Bolsa, onde investidores vão repercutir notícias corporativas, entre elas sobre Vale e setor elétrico.

O ganho de mais de 1% do petróleo pode ajudar a Petrobras, enquanto nova queda de 2,53% do minério de ferro em Dalian na China é notícia ruim para a Vale. As duas empresas ficam ainda no radar sob suspeitas de ingerência política do governo. O secretário executivo adjunto do Ministério da Fazenda, Rafael Dubeux, será o nome indicado pela pasta para ocupar um dos assentos do conselho de administração da Petrobras. Dubeux passará agora pelo crivo do colegiado da estatal. Não ficou definido quem perderá o cargo para a entrada de Dubeux. Até agora, as indicações para o conselho partiam do Ministério de Minas e Energia e da Casa Civil.

Do lado fiscal, a Secretaria Especial de Assuntos Federativos da Secretaria de Relações Institucionais convidou representantes de municípios para uma reunião nesta quarta-feira, 13, no fim da tarde, para discutir a proposta do governo para desonerar a folha de pagamento dos municípios. A reunião foi chamada pelo Palácio do Planalto para que técnicos do Ministério da Fazenda apresentem aos representantes dos municípios e dos prefeitos sua sugestão para solucionar o impasse envolvendo a alíquota previdenciária dos servidores municipais.

*Agência Estado

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