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Mercados financeiros hoje: PIB e inflação dos EUA guiam apostas para corte de juros

No Brasil, IPCA-15 e resultado do PIB concentram atenções nesta semana

Volatilidade
O perfil do investidor define o quanto ele sabe sobre o mercado e sua disposição a encarar volatilidade

A agenda econômica da semana traz dados de PIB do quarto trimestre dos EUA e do Brasil e os resultados da inflação americana do PCE e do IPCA-15 local, além de pronunciamentos de vários dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano. Há a reunião do G20 em São Paulo, que terá a presença da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, na quarta e quinta-feira. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa hoje do anúncio e da coletiva de imprensa sobre o programa de hedge cambial de longo prazo voltado para projetos verdes, que visa atrair mais investimentos externos ao País. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, também concedem entrevista sobre o lançamento do Programa de Democratização de Imóveis da União. O presidente Lula também viajará à Guiana nesta semana para reuniões bilaterais e, depois, vai para São Vicente e Granadinas.

Exterior busca sinais sobre juros nos EUA e zona do euro

Os mercados internacionais têm ajustes moderados em dia de agenda mais fraca e com investidores à espera dos indicadores de inflação e atividade dos Estados Unidos e discursos de vários dirigentes do Fed nos próximos dias. Os índices futuros em Nova York recuam, após o Dow Jones e S&P 500 renovarem a máxima histórica na sexta-feira. Os juros dos Treasuries e o dólar ante moedas rivais adotam viés de baixa.

Após dados de inflação do CPI e PPI americanos acima do esperado em janeiro e de discursos de dirigentes do Fed apontando não terem pressa para cortar juros, a ponta curta dos Treasuries encerrou a semana passada em alta ante à sexta-feira anterior, enquanto a ponta longa caiu em meio a uma consolidação de apostas em corte de juros pelo Fed em junho. Para a Capital Economics, uma surpresa no PCE, medida de inflação preferida pelo BC americano, poderia impulsionar uma alta nos rendimentos dos Treasuries e no dólar – embora esse não seja o cenário-base da consultoria.

Na Europa, predominam sinais negativos. Os investidores aguardam a participação da presidente do BCE, Christine Lagarde, em um debate, no começo da tarde, em busca de eventuais comentários sobre os juros e a economia da zona do euro. De modo geral, autoridades do BCE disseram nas últimas semanas que precisam estar mais confiantes de que a inflação da zona do euro caminha de forma sustentável para a meta oficial de 2%, antes de cogitarem a possibilidade de cortes de juros.

No Brasil, investidores aguardam indicadores nesta semana

A cautela leve nas bolsas internacionais pode pesar na B3, além da queda do petróleo e do recuo de 3,21% do minério de ferro, em Dalian, na China nesta segunda-feira, que tende a afetar as ações da Petrobrás e da Vale. O ADR da Vale caía 0,59% no pré-mercado em Nova York às 7h25. O resultado da Americanas nos três primeiros trimestres de 2023 fica no radar. No câmbio, a fraqueza das commodities pode trazer pressão de alta ao dólar ante o real, como já se vê lá fora frente algumas divisas emergentes pares do real, embora o alívio nos juros dos Treasuries possa amenizar os ajustes no mercado de juros.

O investidor deve acompanhar hoje a coletiva de imprensa de Haddad e do presidente Lula em meio a expectativas pelos indicadores de atividade e inflação que saem nos próximos dias e certo desconforto com a questão fiscal interna. A previsão mediana é de que o IPCA-15 deve acelerar a 0,82%, após alta de 0,31% em janeiro, enquanto para o PIB do 4º trimestre a mediana aponta estabilidade (0,0%) e alta de 3,0% em 2023, de acordo com o Projeções Broadcast.

O Brasil vai aproveitar a reunião de ministros de Finanças e presidentes dos bancos centrais de países integrantes do G20 esta semana para propor um modelo de taxação global dos super-ricos, reforçou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em entrevista por e-mail ao jornal O Globo. “A agenda de tributação da riqueza e da progressividade sobre a renda são essenciais para enfrentar os entraves econômicos da desigualdade e promover o crescimento econômico sustentável”, afirmou.

*Agência Estado

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