Mercado

Mercados hoje: retaliação da China às tarifas de Trump e discurso de Powell no radar

A China anunciou tarifas adicionais de 34% sobre os produtos dos Estados Unidos nesta sexta-feira

Os Estados Unidos seguem no foco dos mercados mundiais, mas nesta sexta-feira (4) não se trata apenas de analisar, avaliar e ponderar sobre o tarifaço imposto por Donald Trump e a retaliação da China às medidas. Agora, o foco está na divulgação do payroll, dados do mercado de trabalho do país em março. Na sequência vem o discurso de Jerome Powell, que é o presidente do Federal Reserve.

Um pouco do tom do discurso de Powell pode ter sido antecipado por Phillip Jefferson. Vice-presidente do Fed, ele disse que “não há necessidade de pressa para fazer mais ajustes na taxa de juros”. isso leva em conta o cenário de total incerteza com o anúncio – justamente – da nova política comercial dos Estados Unidos. A taxa básica de juros nos Estados Unidos está fixada entre 4% e 4,25%.

Nesta sexta-feira também, a China anunciou tarifas adicionais de 34% sobre os produtos dos Estados Unidos, a mais séria escalada em uma guerra comercial com o presidente norte-americano, Donald Trump, que alimentou os temores de uma recessão e desencadeou perdas generalizadas nos mercados globais de ações. O Ministério das Finanças da China disse as tarifas adicionais serão adotadas a partir de 10 de abril.

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Como a bolsa de valores reagiu ao tarifaço

Na contramão das fortes perdas registradas em Wall Street na ressaca do tarifaço anunciado pelo presidente Donald Trump, o Ibovespa mostrou resiliência e fechou perto da estabilidade na sessão desta quinta-feira, com queda de 0,04%, aos 131.141 pontos. O pregão foi de forte volatilidade e o índice chegou a oscilar entre os 130.182 pontos e os 132.552 pontos.

O que impulsionou resiliência do Ibovespa

Segundo operadores, a resiliência do Ibovespa pode ter sido impulsionada pelo fato de que a tarifa a ser cobrada sobre os produtos importados do Brasil será o piso, de 10%, o que será menor do que outros países, como China e União Europeia. O pregão também foi de queda dos juros futuros, o que ajudou ações domésticas, como Magazine Luiza (+5,45%) e Iguatemi (+5,12).

Também cresceu a visão de que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) fará quatro cortes até dezembro, o que poderia levar os juros nos EUA para a faixa entre 3,25% e 3,50%.

Preocupações em torno de uma recessão nos Estados Unidos e de uma desaceleração da economia global, em virtude das tarifas agressivas impostas por Trump, pressionaram os preços de commodities, o que atingiu em cheio ações como Vale e Petrobras.

As PN da petroleira fecharam em queda de 3,23%, enquanto as ON recuaram 3,53%. Já os papéis da Vale caíram 3,62%. Outras blue chips ajudaram a limitar as perdas no Ibovespa, caso dos papéis PN do Bradesco, que subiram 1,92%.

O volume financeiro negociado no índice foi bem mais alto do que a média das últimas sessões e chegou a R$ 21,0 bilhões. Já na B3, o giro financeiro alcançou R$ 28,2 bilhões.

Em Wall Street, os principais índices americanos derreteram: o Nasdaq caiu 5,97%; o S&P 500 recuou 4,84%; e o Dow Jones teve queda de 3,98%.

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