Mercado

Pelo sétimo pregão seguido, Ibovespa fecha em alta e dólar em queda

A moeda americana caiu a R$ 4,86, o menor patamar em mais de um ano

Painel de ações na B3.
O Ibovespa B3 é o principal índice de ações da bolsa de valores brasileira, a B3.

Ibovespa engata mais uma alta, sustentando patamar acima dos 117 mil pontos, alcançado na última sexta. No fechamento, o índice registrou valorização de 0,27%, a 117.336 pontos.

O índice, que fechou a semana anterior com alta vigorosa, de 4%, no acumulado, estabelece nova alta depois de um início de pregão vacilante, alternando entre os campos negativo e positivo. Com isso, são sete altas consecutivas.

A nova alta vem no bojo da publicação do boletim Focus  desta segunda, com projeção menor para a inflação em 2023, 2024 e 2025.

O dólar também engata seu sétimo pregão seguida de queda. A moeda americana caiu 0,20%, cotada a R$ 4,86. O dólar chegou a operar por um período no campo positivo, subindo a R$ 4,88, mas devolveu os ganhos.

Na sexta, o dólar havia registrado seu menor patamar em mais de um ano, renovando o recorde no pregão desta segunda.

Inflação

A média das análises do mercado, divulgada pelo Focus nesta manhã, aponta para um IPCA de 5,42% ao final de 2023, abaixo dos 5,69% projetados na semana anterior.

A expectativa para a inflação foi reduzida depois da divulgação, na quarta da semana passada, do IPCA de maio, que ficou em 0,23%, abaixo da taxa de 0,61% de abril e da projeção do mercado para o mês em questão, que era de 0,33%.

Com isso, as expectativas de alta nos preços para 2024 e 2025 também caíram. Para o ano que vem, a projeção é de alta de 4,04%, contra 4,12% projetado anteriormente. Para 2025, alta de 3,90%. Antes, a projeção estava em 4%.

Juros em foco

Apesar da expectativa de uma inflação menor, a projeção do mercado para os juros segue inalterada. A Selic  deve ficar em 12,5% até o final do ano, 1,25 ponto percentual abaixo do patamar atual.

A próxima reunião do Copom acontece nos dias 20 e 21 deste mês.

O Fed se reúne para definir o futuro da política monetária dos EUA, o que impactará as bolsas globais ao longo da semana.

Braskem lidera

As ações da Braskem (BRKM5) lideram os ganhos do Ibovespa por conta da apresentação de uma nova proposta de compra feita pela Unipar, que já tinha feito uma oferta em julho do ano passado.

A gestora americana Apollo, em conjunto com a estatal árabe Adnoc, também fez uma proposta de R$ 37,5 bilhões pelas ações da petroquímica.

Assim, no fim do pregão, os papéis da Braskem avançaram 6,01%, a R$ 27,15.

Commodities seguram ganhos do Ibovespa

Entre as maiores perdas, destaque para empresas ligadas às commodities. A 3R e a Prio, do setor de petróleo, caíram 2,30%, e 3,89%. As empresas sofrem com a queda de 2,75% do preço futuro do petróleo Brent, impactado principalmente por temores relacionados a uma desaceleração econômica e aumento da produção da Chevron.

A Petrobras, porém, vai na direção contrária, com ganhos de 1,75% para as ações preferenciais e de 1,27% para as ordinárias.

Além disso, entre as mineradoras e siderúrgicas, a Vale caiu 1,81%. A CSN perdeu 2,69%. E a CSN Mineração desvalorizou 1,75%.

PIB também impacta bolsa

O relatório Focus mostra também a perspectiva de PIB mais forte em 2023. A projeção de crescimento da economia neste ano subiu pela quinta vez seguida, de 1,68% para 1,84%.

Houve, no entanto, um leve recuo na previsão para 2024, de 1,28% para 1,27%. No cenário para 2024, os agentes financeiros passaram a ver um PIB maior, de 1,70% para 1,80%.

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