Mercado

Setor de Serviços fica estável em novembro e soma dois meses sem avanço

Resultado ficou baixo da expectativa do mercado que era de leve crescimento. Setores de tecnologia e transportes desaceleraram

trabalhadores limpeza edifícios. Foto: Pixabay
O setor de serviços é o que possui o maior peso na economia brasileira. Foto: Pixabay

Por Redação B3 Bora Investir

O volume de serviços prestados no Brasil ficou estável em novembro (0%), em relação ao mês anterior. O resultado vem após uma queda de 0,5% em outubro, que interrompeu cinco meses consecutivos de taxas positivas. A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) foi divulgada nesta quinta-feira, 12/01, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Antes da queda de outubro, o setor tinha atingido um novo ponto mais alto da série histórica, iniciada em 2012, no mês de setembro. Agora, os serviços, estão 0,5% abaixo do recorde. Em relação ao patamar pré-pandemia, apesar da estabilidade, o setor está 10,7% acima do registrado em fevereiro de 2020.

Gráfico de Serviços IBGE 2022

O analista da pesquisa, Luiz Almeida explica que o resultado de novembro pode ser lido como uma perda de fôlego frente aos avanços registrados nos meses anteriores. Isso porque março a setembro o índice acumulou um crescimento de 5,8%.

“Ainda é cedo para falarmos se estamos diante de um ponto de inflexão da trajetória. De todo modo, é importante notar que os principais pilares que vinham mostrando dinamismo e ajudando o índice a chegar em sua máxima histórica, os setores de tecnologia da informação e transporte de cargas, tiveram uma desaceleração em seu crescimento”, afirma.

Na comparação com novembro de 2021, o volume de serviços avançou 6,3% – 21ª taxa positiva seguida. No acumulado dos onze primeiros meses de 2022, crescimento de 8,5%.

Resultados dos Serviços

Três das cinco atividades investigadas recuaram em novembro. A principal influência negativa veio dos serviços de informação e comunicação que caíram 0,7% e eliminaram parte do ganho acumulado entre julho e outubro (5,1%).

“A queda observada em novembro foi puxada principalmente por uma acomodação do setor de tecnologia da informação, que teve queda de 4,1%, também precedida de quatro meses de altas consecutivas que acumularam 19,4% de crescimento. Por outro lado, vemos um bom resultado do setor de serviços audiovisuais, de edição e agência de notícias, que mostrou avanço de 8% no mês após uma queda de 3,5% em outubro, puxado, principalmente, pelos serviços audiovisuais”, explica Luiz Almeida.

O segmento de outros serviços teve queda de 2,2% em novembro, resultado que eliminou parte da alta de 2,8% no mês anterior. As principais influências negativas vieram das atividades de pós-colheita e serviços financeiros auxiliares.

Os serviços prestados às famílias registraram baixa de 0,8% no penúltimo mês de 2022. Esse foi o segundo resultado negativo seguido (-2,1%) puxado, principalmente, pela queda na demanda de restaurante e hotéis.

“Cabe notar que o setor ainda é o único que se encontra abaixo do período pré-pandemia, estando 6,7% abaixo do patamar de fevereiro de 2020”, diz o pesquisador do IBGE.

Do lado das altas está o segmento de transportes – que avançou 0,3% – e teve a maior contribuição positiva para o mês. A alta interrompe ainda duas quedas consecutivas, período em que havia acumulado perda de 2%.

“Quando observamos a divisão por modal, os transportes aéreos, com alta de 3,4%, e os aquaviários, com 3,3% de expansão, puxaram a alta do setor. O primeiro vem de uma base fraca devido à queda acentuada de 10,1% no mês anterior, puxado pelo aumento expressivo no preço das passagens. Já o setor aquaviário tem seu crescimento explicado em parte, pela exportação de produtos agrícolas. O transporte terrestre, por sua vez, mostra ligeira variação negativa de 0,1% em novembro e acumula queda de 1,7% nos últimos três meses”, pontua o analista da pesquisa.

O setor de serviços profissionais, administrativos e complementares variou 0,2%, mostrando ligeira alta após ter recuado 0,9% em outubro.

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