Preços das passagens aéreas sobem 12,7% em dezembro e pressionam inflação do Turismo
O lugar onde as passagens aéreas mais subiram de preço em dezembro foi a região metropolitana de Salvador
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A chegada do fim do ano e o início do período de férias escolares fez com que os preços das passagens aéreas tivessem uma disparada. Dados coletados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) entre 14 de novembro a 12 de dezembro mostram uma alta de 12,7% nos preços das passagens aéreas em comparação à medição realizada entre 14 de outubro a 13 de novembro deste ano.
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O lugar onde as passagens aéreas mais subiram de preço em dezembro foi a região metropolitana de Salvador (+26,53%). Em segundo lugar aparece a região metropolitana de Goiânia (+20,17%), seguida por Fortaleza, onde os preços subiram 15,16% em dezembro. Das 11 regiões pesquisadas pelo IBGE, nenhuma apresentou queda nos preços, sendo a menor alta registrada na região metropolitana de Belo Horizonte.
“Esse movimento de alta já era esperado, dado a sazonalidade de aumento dos preços das passagens aéreas no final do ano”, afirma Antonio Ricciardi, economista do Daycoval.
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Mas não foi apenas em dezembro que as passagens registraram valorização. No acumulado do ano, os dados do IBGE mostram que viajar de avião ficou 7,74% mais cara em 2025. O resultado é quase o dobro da alta média dos preços do Brasil ao longo do ano, que teve uma inflação de 4,41%, conforme o IPCA-15, divulgado nesta terça-feira, 23.
Outros itens relacionados ao Turismo também tiveram altas nos preços em dezembro. O valor do transporte por aplicativo, por exemplo, registrou uma valorização de 9% em dezembro, enquanto as passagens de ônibus interestaduais subiram 1,56%. Já os preços dos pacotes turísticos subiram 2,47%.
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Apesar da chegada das férias escolares ter alavancado a inflação do Turismo em dezembro, o preço das hospedagens recuou. Segundo os dados do IPCA-15, na média os valores caíram 1,18% em dezembro, em comparação ao mês anterior. As maiores quedas foram registradas em Belém (-53,72%) – especialmente com o fim da COP30 -, São Paulo (-1,41%) e Belo Horizonte (-1,23%). Já as maiores altas nos preços das hospedagens foram em Porto Alegre (+3,03%), Recife (+2,17%) e no Distrito Federal (+2,1%).
*Matéria publicada originalmente em IstoÉ Dinheiro, parceiro de B3 Bora Investir