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Prévia da inflação começa 2023 com avanço de 0,55%

Resultado de janeiro foi puxado pela alta nos nove grupos pesquisados pelo IBGE. Maiores pressões vieram dos grupos saúde e cuidados pessoais e alimentação e bebidas

Corredor de supermercado. Foto: AlfRibeiro - Adobe Stock
IPCA é o principal indicador de inflação no país. Foto: AlfRibeiro - Adobe Stock

Por Redação B3 Bora Investir

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo -15 (IPCA-15) – considerado a prévia da inflação – subiu 0,55% em janeiro, um pouco acima dos 0,52% registrado em dezembro do ano passado. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e foram publicados nesta terça-feira, 24/01. O resultado ficou um pouco acima da previsão dos economistas de alta de 0,52%.

Gráfio IBGE variação em 12 meses Prévia Inflação IPCA-15

Em 12 meses, o IPCA-15 ficou em 5,87%. O resultado está acima da meta (3,25%) e do teto da meta (4,75%) definidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

O desempenho da prévia da inflação vem em um momento em que as expectativas de inflação para este ano e 2024 seguem pressionadas – como mostrou o boletim Focus divulgado ontem pelo Banco Central (BC). Os investidores também seguem de olho na inflação para avaliar os próximos passos da política monetário do BC para 2023. A taca básica de juros (Selic) está em 13,75% desde agosto.

“A surpresa veio da menor deflação em combustíveis e da alta em comunicação. Para 2023, a recomposição dos impostos sobre combustíveis é o vetor altista para a inflação”, afirmam os economistas do BTG. Importante lembrar que no início do ano, o governo publicou uma medida provisória que zera até 28 de fevereiro as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins que incidem sobre gasolina, álcool, querosene de aviação e gás natural veicular. A MP também zerou a Cide sobre a gasolina por igual período. Esse retorno dos impostos é que pode impactar a inflação, segundo os analistas do banco BTG.

Gráfio IBGE variação mensal Prévia Inflação IPCA-16

Todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE registraram aumento de preços na primeira prévia da inflação de 2023. Os maiores impactos no indicador vieram de Saúde e cuidados pessoais – que avançou 1,10% – e Alimentação e bebidas, que subiu 0,55%. A maior alta, no entanto, ficou com o grupo Comunicação, mais 2,36%.

Saúde e cuidados pessoais

Saúde e cuidados pessoais acelerou de dezembro (0,40%) para janeiro (1,10%) e teve um dos maiores impactos na prévia da inflação. O resultado foi puxado pela alta nos preços dos itens de higiene pessoal (1,88%), perfume (4,24%) e produtos para pele (3,85%).

Os planos de saúde (1,21%) mantiveram a variação do mês anterior, refletindo a incorporação da fração mensal dos reajustes dos planos novos e antigos para o ciclo de 2022 a 2023.

Alimentação e Bebidas

O segundo grupo que mais puxou o IPCA-15 para o positivo foi Alimentação e Bebidas (0,55%), apesar do resultado ter ficado abaixo de dezembro (0,69%).

As principais altas vieram da batata-inglesa (15,99%), do tomate (5,96%), do arroz (3,36%) e das frutas (1,74%). Esses aumentos encareceram em 0,61% os preços dos alimentos para consumo no domicílio.

A cebola (-15,21%) e o leite longa vida (-2,04%) puxaram as quedas desse grupo.

Comunicação

A atividade de comunicação teve a maior variação positiva em janeiro, 2,36%, puxada pela alta da tv por assinatura (11,78%), combo de telefonia, internet e tv por assinatura (3,24%), acesso à internet (2,11%) e aparelho telefônico (1,78%).

Vale destacar que o combo de telefonia, internet e tv por assinatura foi o subitem que exerceu maior impacto (0,05 p.p.) no índice do mês.

Outros destaques

Houve desaceleração da prévia da inflação de dezembro de 2022 para janeiro deste ano nos grupos: Habitação (0,40% para 0,17%); Vestuário (1,16% para 0,42%); e Transportes (0,85% para 0,17%). A perda de ritmo no último item foi puxada pela queda nos preços dos combustíveis (-0,58%), segundo o IBGE.

Veja a variação de janeiro de todos os grupos pesquisados pelo IPCA-15:

• Alimentação e bebidas: 0,55%

• Habitação: 0,17%

•  Artigos de residência: 0,38%

• Vestuário: 0,42%

• Transportes: 0,17%

• Saúde e cuidados pessoais: 1,10%

• Despesas pessoais: 0,57%

• Educação: 0,36%

• Comunicação: 2,36%

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