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Prévia da inflação sobe em dezembro e fecha 2023 em 4,72%

IPCA-15 veio acima do esperado pelo mercado no último mês do ano. Mesmo assim, no acumulado, índice ficou dentro do teto da meta de 4,75%

Pessoas organizando
Pessoas organizando

Por Redação B3 Bora Investir

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é a prévia da inflação, avançou 0,40% em dezembro, publicou nesta quinta-feira, 28/12, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O valor representa uma aceleração na comparação com novembro, quando o índice registrou alta de 0,33%. No entanto, é a menor taxa para dezembro desde 2018. No mesmo mês de 2022, a prévia da inflação foi de 0,52%.

O resultado veio bem acima do esperado pelo mercado, que era de mais 0,25%. Segundo o head de pesquisa macroeconômica da Kínitro Capital, João Savignon, essa alta não deve ser interpretada como ruim, já que a maior parte dos avanços foram em itens voláteis.

“A abertura do dado revela que quase todo o desvio veio da forte alta nas passagens aéreas. No entanto, apesar da surpresa, os núcleo continuam corroborando para uma dinâmica benigna da inflação no país”. 

PRÉVIA DA INFLAÇÃO – MÊS A MÊS

Fonte: IBGE

O IPCA-15 fechou 2023 apontando uma inflação de 4,72%, abaixo dos 5,90% de 2022 e dos 10,42% em 2021. O resultado ficou abaixo do teto da meta perseguida pelo Banco Central, que é de 4,75%. A meta é de 3,25% e será cumprida se oscilar entre 1,75% e 4,75%.

“Esse resultado não muda as perspectivas para a condução da política monetária, que é de manutenção do ritmo de cortes de juros em 0,5 ponto percentual nas próximas reuniões do Copom”, conclui Savignon.

Transportes puxam IPCA-15 para cima

Dos nove grupos pesquisados pelo IBGE, sete tiveram alta na prévia de dezembro.

O principal impacto veio de Transportes, que subiram 0,77% no mês, puxados mais uma vez pelas passagens aéreas que avançaram 9,02% e tiveram o maior impacto individual no índice.

O IPCA-15 também foi puxado por reajustes de tarifas como táxis (0,83%) – devido ao reajuste de 6,67% em SP – ônibus urbano (1,91%) – influenciado pelo reajuste de 6,12% em Salvador – e trem, metrô, ônibus urbano e integração de transporte público, com alta de 6,67% em SP.

Na contramão ficaram os combustíveis, com queda de 0,27%, puxado por deflação nos preços do óleo diesel (-0,75%), etanol (-0,35%) e gasolina (-0,24%). O gás veicular registrou alta de 0,08%.

Alimentação e Bebidas voltam a subir

O grupo Alimentação e Bebidas avançou 0,54% na prévia da inflação de dezembro, puxada pela alimentação no domicílio que subiu 0,55%.

Os itens básicos na alimentação das famílias que mais impactaram nesse alta foram cebola (10,63%), batata-inglesa (10,32%), arroz (5,46%) e carnes (0,65%). Por outro lado, o tomate (-7,95%) e o leite longa vida (-1,91%) ficaram mais baratos.

A alimentação fora de casa também ficou mais cara, subiu 0,53%, acelerando em relação a novembro (0,22%). Tanto a refeição (0,46%) quanto o lanche (0,50%) tiveram variações superiores às observadas no mês anterior – 0,22% e 0,35%, respectivamente.

Energia elétrica mais cara

Nas despesas com Habitação, os preços subiram 0,48% puxados pela energia elétrica residencial que ficou 0,82% mais cara. Também subiram os preços das tarifas de água e esgoto (1,43%) e o gás encanado (0,47%).

Núcleos avançam em dezembro

Os núcleos da prévia da inflação brasileira, medida que capta a tendência dos preços e exclui choques temporários, subiram 0,28% em dezembro, ante 0,27% no mês anterior. Os cálculos são da MCM Consultores.

No acumulado em 12 meses, a média dos cinco núcleos do IPCA-15 recuou de 4,57% para 4,46%.

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