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Setor de serviços bate recorde e marca recuperação da economia

Mais de dois anos após o início da pandemia, os serviços prestados às famílias operam em nível 3,9% inferior ao de fevereiro de 2020

Funcionários trabalham em empresa de telemarketing
O setor de serviços é um dos que mais gera postos de trabalho no mundo. Foto: Divulgação/Atento

O setor de serviços – que possui o maior peso na economia brasileira – avançou 0,9% em setembro na comparação com o mês anterior. Os dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) foram divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O avanço veio maior que o esperado pelo mercado, que estimava uma expansão de 0,4%.

A alta em setembro foi a quinta seguida, o que acumula um ganho de 4,9% no período. O resultado levou o setor que mais emprega no país a alcançaram patamar 11,8% superior ao do pré-pandemia, em fevereiro de 2020. Com o valor, o volume de serviços prestados atingiu o novo ponto mais alto da série histórica, superando novembro de 2014. Em 12 meses, o setor acumula avanço de 8,9%.

O setor de serviços foi o mais atingido pela pandemia, principalmente as atividades de atendimento mais presencial, como os serviços prestados às famílias. Na passagem de agosto para setembro, três das cinco atividades acompanhas pelo IBGE avançaram. O destaque foi informação e comunicação (2%), com o terceiro resultado positivo seguido, acumulando ganhos de 4,1%. Depois vieram os serviços prestados às famílias (1%) e profissionais, administrativos e complementares (0,2%).

Na contramão vieram os transportes (-0,1%) – que interrompe uma sequência de quatro taxas positivas. E os outros serviços (-0,3%), que devolveu uma pequena parte do avanço 7,7% em agosto.

“O destaque para serviços de informação e comunicação, foram impulsionados tanto pela parte de serviços de tecnologia da Informação, que seguem mostrando ganhos recorrentes em função da aceleração do processo de transformação digital nos dois últimos anos e pelo avanço da parte de telecomunicações influenciada pelas quedas nos preços dos planos de telefonia fixa e móvel”, explica Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa do IBGE.

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Serviços às famílias: desempenho mais fraco

O único dos cinco setores que ainda não recuperou o patamar pré-pandemia foi o de serviços prestados às famílias. Mais de dois anos e meio após o início da crise de saúde, esse grupo ainda opera em nível 3,9% inferior ao de fevereiro de 2020. Isso ocorre mesmo após sete meses seguidos de crescimento.

O desempenho mais fraco dos serviços prestados às famílias levou até a uma redução da sua participação no setor de serviços. Em fevereiro de 2020, respondiam por 8,53% do setor, fatia que caiu para 7,04% agora em setembro.

“Para o entendimento do resultado dessa atividade nesse mês, o alojamento alimentação ficou estável e esse crescimento de 1% dos serviços prestados às famílias veio do segmento de outros serviços prestados às famílias, onde a gente investiga, por exemplo, empresas promotoras de shows e espetáculos, que tiveram ganhos substanciais de receita nesse mês de setembro”, diz Rodrigo Lobo.

Transporte de cargas

O volume do transporte de cargas caiu 0,5% em setembro, na comparação com agosto. Apesar desse resultado, o segmento acumula ganho de 22,5% entre setembro de 2021 e agosto de 2022. O segmento está apenas 0,5% abaixo do ponto mais alto da série histórica. Em relação ao nível pré-pandemia, o transporte de cargas está 33,7% acima de fevereiro de 2020.

“Essa atividade é uma atividade bastante dinâmica, que tem mostrado grande crescimento no pós-pandemia e alcançou inclusive, o ponto mais alto da sua série em agosto de 2022. Portanto, há uma base de comparação elevada para esse segmento de transporte de cargas”, diz o gerente da pesquisa.

Já o transporte de passageiros subiu 1,6%, após recuo de 0,5% em agosto. O segmento está 1,6% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 21% abaixo de fevereiro de 2014 (ponto mais alto da série histórica).

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