Setor de serviços tem queda de 0,1% em novembro e interrompe sequência de 9 altas
O setor de serviços é o que possui o maior peso no PIB e vinha mostrando resiliência
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O volume do setor de serviços do Brasil registrou queda de 0,1% em novembro em relação a outubro, e interrompeu assim uma sequência de nove altas seguidas, informou o IBGE nesta terça-feira, 13. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve alta de 2,5%.
O setor de serviços é o que possui o maior peso no PIB (Produto Interno Bruto) e vinha mostrando resiliência mesmo em meio ao freio provocado pelos juros altos na economia.
Com o resultado de novembro, o setor se encontra 20% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 0,1% abaixo do recorde da série histórica, alcançado em outubro de 2025.
Duas das cinco atividades de serviços pesquisadas mostraram queda em novembro: transportes (-1,4%) e informação e comunicação (-0,7%). Por outro lado, os profissionais e administrativos (1,3%) e os outros serviços (0,5%) mostraram avanços na comparação com outubro de 2025. Já os serviços prestados às famílias (0,0%) ficaram estáveis.
“O resultado reflete uma certa manutenção do setor de serviços em patamares elevados, já que no mês anterior o setor havia alcançado o topo da sua série histórica, iniciada em janeiro de 2011. Para o mês de novembro, há um equilíbrio entre taxas negativas e positivas. O destaque no campo negativo fica no setor de transportes, pressionado pelo transporte aéreo, transporte rodoviário coletivo de passageiros, transporte dutoviário e logística de cargas”, avaliou Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa.
*Matéria publicada originalmente em IstoÉ Dinheiro, parceiro de B3 Bora Investir