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Tesouro Direto ou Previdência Privada: qual a melhor opção para planejar a aposentadoria?

Saiba as vantagens e desvantagens de cada um para quem está preparando seu pé de meia. Enquanto o Tesouro Direto oferece melhor liquidez e não exige um grande aporte inicial, nos Planos de Previdência o investidor encontra uma ampla variedade de ativos para acumular patrimônio

Casal de meia idade caminha de costas na areia da praia
Previdência Privada e Tesouro Direto são duas opções para quem planeja a aposentadoria. Foto: Pixabay

 Um dos momentos mais importantes da vida das pessoas é quando ela começa a guardar dinheiro para a aposentadoria. No entanto, ao iniciar o planejamento do almejado “pé de meia” para garantir um futuro mais confortável, o investidor vê surgir a primeira grande dúvida: em que ativos ou produtos financeiros devo aplicar meu dinheiro?

Há várias opções, mas, quando a finalidade é aposentadoria, Tesouro Direto e Previdência Privada são dois fortes candidatos.

Cada um tem suas próprias características, vantagens e riscos. O importante é que o investidor se informe antes de tomar a decisão, já que ela, nesse caso, deve durar a vida toda. Literalmente.  

O que preciso saber para começar a planejar a aposentadoria?

Como usar o Tesouro para planejar a aposentadoria?

Um dos principais atrativos do Tesouro Direto, programa criado pela Secretaria do Tesouro Nacional do Brasil, em parceria com a B3, em 2002, é a sua simplicidade.

Hoje, por meio de uma corretora de valores ou banco, o investidor compra uma variedade de títulos públicos. Antes, pessoas físicas só conseguiam fazer isso aplicando em fundos de investimento.

Ao adquirir os papéis à disposição no Tesouro Direto, o investidor estará, na prática, emprestando seu dinheiro ao governo. Em troca receberá juros, fixados de acordo com o prazo e o indexador utilizados pelo título.  

Uma das vantagens do Tesouro Direto é a previsibilidade do retorno do investimento. Como os títulos oferecidos pelo governo são de renda fixa, isto é, seu rendimento é assegurado por uma taxa pré-fixada ou tem variação atrelada a algum índice, como o IPCA ou a Selic, o que evita grandes oscilações ou surpresas na hora de resgatar o dinheiro.   

Outro ponto importante é que as aplicações no Tesouro Direto têm liquidez diária, o que significa que o investidor pode resgatar seu dinheiro quando quiser, sem burocracia. Vale observar, porém, que vender o título antes do vencimento pode comprometer parte do seu retorno.  

Quais riscos corro no Tesouro Direto?

Nesse tipo de aplicação, o único risco seria o governo dar o calote, deixando de pagar suas dívidas. Essa possibilidade, porém, parece cada vez mais remota com o controle dos gastos públicos imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal e o “teto de gastos”.

Que títulos são oferecidos pelo Tesouro?

Entre os vários títulos do governo oferecidos pelo Tesouro Direto, alguns são recomendados por analistas para investidores de perfil mais conservador. É o caso, por exemplo, dos papéis do Tesouro IPCA+ e do Tesouro IPCA+ com juros semestrais.

Como ambos usam o indicador oficial da inflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, e uma taxa predefinida, conseguem preservar o poder de compra a longo prazo, protegendo o investidor da inflação caso fique com o título até seu vencimento.

Qual o aporte inicial mínimo no Tesouro?

Como o Tesouro vende frações, ou seja, pedaços dos títulos do governo, alguns bancos e corretoras dão a clientes a possibilidade de começar a investir com cerca de R$ 30. 

Há também instituições financeiras habilitadas a negociar títulos do Tesouro Direto que não cobram taxa para realizar as operações. 

Quais os custos para aplicar no Tesouro?

Entre os custos envolvidos nas aplicações do Tesouro Direto, os principais são a taxa de custódia, cobrada pela B3, e o recolhimento de Imposto de Renda.

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Como planejar a aposentadoria com Previdência Privada

No cardápio de opções de investimentos disponíveis para planejar a aposentadoria, os fundos de Previdência Privada têm lugar de destaque. Afinal, essas aplicações são feitas sob medida para quem tem objetivos de longo prazo, como acumular dinheiro para pagar as despesas quando o investidor não estiver mais no mercado de trabalho.

Os planos são oferecidos por bancos, corretoras ou seguradoras e estão divididos em duas categorias: Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL).

Quais as diferenças entre PGBL e VGBL?

A principal diferença entre eles está na questão tributária, no caso, a possibilidade de pagar menos impostos.

O PGBL é mais indicado para quem declara o Imposto de Renda usando o formulário completo da Receita Federal. Nesse modelo de Previdência, o cliente pode abater parte do volume de dinheiro que colocar no plano, respeitando o limite de até 12% ao ano. 

O valor economizado pode, inclusive, ser reinvestido no próprio plano de Previdência, numa forma de juntar mais recursos para o futuro.    

Uma desvantagem é que, na hora de resgatar o dinheiro aplicado ao longo do tempo, o imposto cobrado levará em consideração todo o valor acumulado. 

O outro tipo de plano – o VGBL – não tem a vantagem de reduzir o imposto pago a cada ano. Em compensação, quando, lá na frente, o aplicador for resgatar os recursos, terá de pagar imposto apenas sobre os rendimentos e não sobre o valor total.

Quais são os riscos dos planos de previdência?

Para além da questão dos impostos, mas muito importante para o bolso do investidor, os planos de Previdência oferecem outro atrativo: a versatilidade. O mercado conta com planos para todos os gostos e perfis, dos mais conservadores àqueles que têm apetite para absorver mais riscos, com um percentual atrelado à renda variável.

É muito importante saber escolher o seu, considerando horizontes de prazo, riscos e objetivos.

Outro risco para quem entra num Plano de Previdência se refere à possível “quebra” da empresa que oferece o produto. Não é algo que acontece com frequência, muito menos com companhias sólidas, mas é preciso que esse risco esteja no radar. Nesse caso, vale sempre recorrer à nota de crédito das instituições, avaliadas por agências de classificação de risco

Quais são os custos da Previdência Privada?

Todas as empresas que oferecem Previdência cobram taxas de seus clientes para administrar os planos. Além desse valor, os bancos costumam também cobrar taxas de carregamento, que podem chegar a 5% do valor aplicado ou retirado.

O aplicador precisa estar atento ainda à possibilidade de ter de aguardar algum tempo ou pagar uma espécie de multa para fazer resgates antes do tempo previsto.

Ao contrário dos investimentos no Tesouro Direto, quando é possível aplicar menos de R$ 50, muitas empresas exigem aportes mínimos de quantias bem maiores para iniciar um plano.   

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