Vendas no varejo crescem pelo segundo mês consecutivo
Sequência de dois meses de crescimento do varejo era algo que não acontecia desde o início de 2025
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Em novembro de 2025, o volume de vendas do varejo do país cresceu 1,0% frente a outubro, mês que teve alta de 0,5%. Na passagem de outubro para novembro de 2025, na série com ajuste sazonal, o comércio varejista teve taxas positivas em sete das oito atividades pesquisadas: equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (4,1%); móveis e eletrodomésticos (2,3%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (2,2%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,0%); livros, jornais, revistas e papelaria (1,5%); hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,0%); e combustíveis e lubrificantes (0,6%).
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O único resultado negativo foi em tecidos, vestuário e calçados (-0,8%). Na mesma comparação, o comércio no varejo ampliado – que inclui veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo – apresentou um resultado positivo, com material de construção (0,8%), e outro negativo, com veículos e motos, partes e peças (-0,2%).
De acordo com Cristiano Santos, gerente da Pesquisa Mensal de Comércio, “na margem, o comércio varejista brasileiro atingiu seu segundo mês consecutivo de altas, o que não acontecia desde o início de ano. Naquele momento, fevereiro e março subiram acima do que chamamos de estabilidade (entre -0,5% e 0,5%). Lá, no entanto, os valores tinham sido 0,5% e 0,7%. Agora, outubro e novembro cresceram 0,5% e 1,0%, respectivamente”, disse.
O volume de vendas do varejo cresceu 1,3% em novembro em comparação ao mesmo período do ano passado. Já a receita nominal com as vendas avançou 4,2%. Os dados foram divulgados hoje pela manhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).
“O resultado de novembro aponta influência positiva das promoções de Black Friday, com setores mais sensíveis a esse evento tendo elevado crescimento, como móveis e eletrodoméstico e materiais de escritório, além de artigos de uso pessoal e doméstico. Também vemos o mercado de trabalho robusto provendo sustentação para esse resultado. Com a massa salarial em nível recorde e crescendo, o varejo restrito deverá continuar tendo um desempenho robusto nos próximos meses”, afirma André Valério, economista sênior do Inter.
As vendas de novembro cresceram em cinco das oito atividades do varejo pesquisadas pelo IBGE. Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (9,9%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (7,2%); livros, jornais, revistas e papelaria (5,9%); móveis e eletrodomésticos (5,2%); e outros artigos de uso pessoal e doméstico (4,7%) tiveram crescimento em novembro.
Do lado das quedas, três atividades apresentaram resultados negativos. Tecidos, vestuário e calçados (-4%); combustíveis e lubrificantes (-1,3%); e hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,1%).
No comércio varejista ampliado, duas atividades tiveram queda: Veículos e motos, partes e peças, -5,8% e material de construção, -3%. Por outro lado, atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo teve aumento de 0,9% em relação a novembro de 2024.
A variação de 1,3% de novembro foi resultado da alta em 21 das 27 unidades da Federação, com destaque para Rondônia (13,4%), Rio Grande do Norte (8,2%) e Amapá (8,2%). Em cinco Estados as vendas do comércio apresentaram resultado negativo, com destaque para Tocantins (-3%), Piauí (-2,1%) e Roraima (1,8%), enquanto Goiás registrou estabilidade em novembro de 2025.
No varejo ampliado, na comparação com novembro de 2024, houve resultados positivos em 20 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Rondônia (9,2%), Amapá (6,8%) e Mato Grosso do Sul (6,8%). Por outro lado, pressionando negativamente, 7 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Piauí (-3,8%), Rio Grande do Sul (-3,4%) e São Paulo (-2,7%).
*Matéria publicada originalmente em IstoÉ Dinheiro, parceiro de B3 Bora Investir