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Juros Compostos: entenda o efeito multiplicador que potencializa investimentos

Ditado, frequentemente atribuída a Albert Einstein, diz que os juros compostos são a “oitava maravilha do mundo”

Com ISTOÉ Dinheiro

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Existe um ditado de que os juros compostos são a “oitava maravilha do mundo”. A frase, frequentemente atribuída a Albert Einstein, não tem sua autoria comprovada. Ainda assim, ela aparece frequentemente na literatura financeira e ilustra o tamanho do poder atribuído a este tipo de rendimento para transformar seu dinheiro investido em valores consideravelmente maiores.

De forma resumida, os juros compostos somam valores periodicamente a um montante já acrescido por juros. “É juros em cima de juros. Então, quanto mais tempo o capital fica aplicado, maior ele fica, porque você vai ter uma remuneração em cima do ganho que você já teve”, sintetiza a economista Marisa Rossignoli, conselheira do Corecon-SP (Conselho Regional de Economia do Estado de São Paulo).

Nos juros simples, o percentual incide apenas sobre o valor inicial. Já nos compostos, o valor cresce de forma exponencial, pois a base de cálculo aumenta a cada intervalo de tempo.

Um exemplo prático

  1. Imagine que você investiu R$ 1.000 a uma taxa de 10% ao mês. No primeiro mês, você irá ganhar 10% sobre R$ 1.000, ou seja, um rendimento de R$ 100.
  2. Assim, você iniciará o segundo mês com R$ 1.100. O rendimento de 10%  resultará em mais R$ 110 para o período seguinte.
  3. No terceiro mês, você terá então R$ 1.210. A rentabilidade de 10% passará a representar então um ganho de R$ 121.

O rendimento de 10% ao mês é apenas um exemplo e bastante acima da remuneração disponível no mercado. Ele serve no entanto para ilustrar o que pode acontecer com investimentos atrelados a taxas que de fato existem, como a Selic, atualmente em 15% ao ano.

Como a demonstração acima ilustra, o rendimento aumenta exponencialmente conforme o tempo passa. “A partir de horizontes mais longos, como entre o décimo e o vigésimo ano, os rendimentos acumulados passam a representar uma parcela muito maior do saldo total, acelerando significativamente o crescimento do investimento”, explica o analista Leonardo Andreoli, da Hike Capital.

O especialista calculou para a IstoÉ Dinheiro uma simulação do poder dos juros compostos ao longo de 20 anos com uma taxa de 12% ano ano.

Os juros compostos incidem sobre qual tipo de investimento?

Praticamente todas as aplicações disponíveis no mercado financeiro funcionam a partir de juros compostos.

Seus efeitos ficam mais evidentes em investimentos de renda fixa, ou seja, naqueles em que a rentabilidade é definida no momento da aplicação, caso do Tesouro Direto, CDBs, LCIs, LCAs, Debêntures, entre outros.

Investimentos de renda variável, ou seja, que dependem de oscilações no mercado para definir seu retorno, também funcionam a partir da mesma lógica de movimento sobre o total acumulado. Seu retorno, no entanto, não é linear e pode até mesmo acarretar perdas.

*Matéria publicada originalmente em IstoÉ Dinheiro, parceiro de B3 Bora Investir

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