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Como curtir a Virada Cultural sem levar golpe financeiro? E o que fazer se cair em um

Vai curtir a virada cultural? Siga as dicas para garantir a segurança do seu dinheiro

Apesar da festa acessível e diversa, é preciso estar atento para curtir a Virada Cultural

Chegou a época do ano em que todo mundo sai pelas ruas da capital paulista cantando, dançando, ouvindo música boa e se divertindo. Infelizmente, a Virada Cultural também virou sinônimo de dor de cabeça e prejuízos financeiros para muitas vítimas. E o que era para ser uma festa, se tornou um problema.

Durante o evento promovido pelas prefeituras de grandes cidades e dentro das aglomerações dos shows, criminosos se aproveitam dos distraídos para dar golpes financeiros e realizar furtos e roubos. Quem aí nunca ouviu ou, pior, viveu uma história assim?

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A cada ano, os crimes se aprimoram e se adaptam às novas formas de usar o dinheiro e a tecnologia. Por sorte, a segurança digital está logo atrás, procurando meios de evitar os danos ou, ao menos, atenuar suas consequências.

Confira, a seguir, como curtir a virada com mais segurança e saiba o que fazer caso dê ruim:

Não mosque na rua durante a Virada Cultural

Pode parecer básico, mas os cuidados mais simples e óbvios podem ser os mais valiosos. Durante a festa de rua, procure andar em grupo e evite se perder dos seus acompanhantes. E não tirar o celular ou o cartão de crédito do bolso em lugares muito movimentados. A dica é procurar um espaço fechado ou próximo da polícia.

Também vale se atentar aos estranhos que se aproximam, já que muito criminosos têm dado o “golpe do beijo” ou o “golpe do abraço”. Basicamente, o golpista se aproxima da vítima para, supostamente, flertar com ela. Na verdade, o pretenso beijo ou abraço é só uma maneira de chegar mais perto para tomar seus objetos de valor.

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“Não leve seu celular se não houver necessidade. Se for levar, desinstale aplicativos de bancos ou de serviços financeiros como corretoras de investimentos”, diz Jeferson D’Addario, CEO do Grupo DARYUS e especialista em gestão de riscos e cibersegurança. “Se estiverem com senhas fracas ou biometria, quem pegar o aparelho pode acessar, saber quanto você tem aplicado e, até mesmo, transferir valores. É recomendado acessar essas informações apenas no computador de casa”, completa.

Confira os valores

Na hora da sede, da fome ou da embriaguez, é comum ficar desatento. O problema é que muitos criminosos sabem disso, e se aproveitam da sua pressa de comprar algo para cobrar valores muito acima do estipulado. É aquela velha história da garrafa d’água de R$ 5,00 que saiu por R$ 500,00.

Portanto, antes de aproximar o cartão de crédito ou débito ou digitar a senha para confirmar a transação, cheque o valor da compra. Pense na quantidade de bebida que você poderá comprar se não pagar dez vezes mais por uma latinha de cerveja.

“Outro ponto é ajustar os limites Pix para valores pequenos de modo que, mesmo que você não preste atenção, nenhuma quantidade muito grande saia da sua conta sem você perceber”, acrescenta D’Addario.

Remova a biometria do seu celular

O acesso aos telefones celulares via reconhecimento facial ou marcas digitais dos dedos facilitam, e muito, o trabalho de criminosos. Com estas funções ativas, um assaltante pode facilmente redefinir todos os seus acessos e tornar o aparelho inacessível ao dono original. Portanto, quando for sair de casa, instale uma senha forte e que só você saiba.

“Além disso, não utilize redes de Wi-Fi públicas. Elas podem representar riscos de violação de dados e infecções por malware e causar prejuízos sérios a sua segurança digital. Os cibercriminosos podem interceptar as informações que você transmite por meio de uma conexão totalmente desprotegida”, recomenda o perito em crimes cibernéticos Wanderson Castilho.

Se for o seu caso, pode ser interessante levar um segundo celular. O aparelho, que deve ser mais velho e usado, serviria como “isca” para o assaltante. O telefone celular mais novo e que você, de fato, usa, deve ser reservado.

O que fazer com a carteira?

Agora que você já sabe como blindar seu celular para curtir a virada cultural, é preciso olhar para os documentos e cartões levados na carteira. Castilho prescreve que se “leve a menor quantidade de documentos ou cartões possíveis”. Ele afirma que é necessário colocá-los em algum lugar do seu corpo que seja escondido e firme, de modo a não cair, escorregar ou ser arrancado com facilidade.

“Não leve toda sua vida na carteira, somente o necessário para cada evento e o mínimo de dinheiro físico. Documentos como RG e CNH já estão em aplicativos, então deixe as originais em casa. Se, ainda assim, for utilizar uma carteira, prefira as que tem proteção RFID (proteção antihacking por aproximação)”, retoma D’Addario.

E se der ruim na Virada Cultural?

É claro que, mesmo que tomemos todas as precauções, incidentes podem acontecer. Nestes casos, é importante ter calma de modo a evitar que o problema escale e se torne ainda maior. Quanto mais você demorar a remediar o caso, pior ele pode ficar à medida que os criminosos passarão mais tempo com acesso ao seu celular ou ao seus cartões.

A primeira coisa a se fazer é ativar a função de localização disponível em iPhones ou aparelhos Android. Com ela, é possível rastrear o aparelho e deletar todas as informações contidas. Em seguida, é possível bloquear o aparelho por completo através da operadora de telefonia móvel.

Basta ligar para a empresa, fornecer o código IMEI (que é uma espécie de identidade ou RG do seu celular) e solicitar o bloqueio. O telefone ficará travado e, se você reencontrá-lo, é possível desbloqueá-lo.

O mesmo pode ser feito com cartões de crédito e débito. Nesses casos, ligue para a central de atendimento do seu banco, forneça os dados necessários e peça o bloqueio imediato da conta. Em algumas instituições, ainda é possível conferir as últimas transações feitas pela conta.

Por fim, é necessário notificar as autoridades acerca do ocorrido e registrar um boletim de ocorrência. Com ele, você poderá ser ressarcido dos danos na hipótese de ter um seguro.

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