Organizar as contas

Freelancers: 4 produtos e ferramentas que podem ajudar a organizar sua vida financeira

Ter uma renda variável exige disciplina e reservas para fazer frente ao fluxo do pagamento por cada serviço prestado, que pode ser longo

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Foi demitido e precisou se tornar um profissional freelancer, ou resolveu optar por uma vida corporativa mais flexível? Pois saiba que esse regime de trabalho, em que você recebe por cada serviço prestado, é repleto de desafios no quesito financeiro.

Ter uma renda variável exige disciplina e reservas para fazer frente ao fluxo do pagamento por cada serviço prestado, que pode ser longo.

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Mas produtos financeiros e ferramentas podem facilitar muito essa jornada. Veja abaixo dicas para manter as finanças em ordem ao oferecer serviços sob demanda.

1. Tenha planilhas específicas

A planilha da plataforma que reúne profissionais freelancers Rock Content é adaptada para esse tipo de profissional, que tem uma necessidade maior de organização na hora de cumprir os prazos de clientes.

É possível, dentro da planilha, organizar as tarefas pela data de entrega, valor e status de produção. Dessa forma, o profissional consegue sabe o quanto recebeu em um determinado período e definir metas mensais e anuais.

Para controlar as finanças, o profissional freelancer precisa ser específico. Quem trabalha nesse sistema, tem clientes de diferentes perfis. Portanto, a recomendação da plataforma é não lançar valores de forma aleatória.

O ideal é separar as entradas geradas por clientes diferentes, descrevendo cada tarefa, assim como as formas de pagamento. Dessa forma, é possível entender quais clientes geram mais receita em determinado mês, qual tem a melhor política de pagamento e quem paga na data e quem costuma atrasar.

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2. Tenha aplicativos de controle financeiro

Se aplicativos de controle financeiro que permitem lançar, de maneira simples, gastos e despesas, já são uma mão na roda para um profissional em regime de trabalho fixo, quem dirá para um freelancer.

Existem diversas opções no mercado que atendem as necessidades de organização do orçamento, como GuiaBolso, Minhas Economias e Mobills. Os que permitem integrar contas em bancos facilitam ainda mais esse trabalho: geralmente, basta renomear e reclassificar algumas despesas: mas todas elas entram de forma automática no app.

Carlos Castro, CEO da plataforma de planejamento financeiro SuperRico, aponta que é especialmente importante integrar o app a uma conta no banco caso o profissional concentre as compras no cartão de crédito. “A integração colocará despesas do cartão de crédito em seus respectivos grupos de gastos. Dessa forma, é possível revisar despesas, caso necessário, de forma mais organizada”.

3. Garante um colchão de segurança

Além da indicação de uma reserva de emergência equivalente a um ano de renda, Castro, da SuperRico, sugere ainda montar um colchão de segurança.

Essa reserva é mais flexível e pode ser usada de forma mais frequente do que a reserva de emergência. Basicamente consiste em guardar o dinheiro que sobrar em períodos de alta de trabalhos para compensar os meses de vacas magras dos chamados ‘jobs’.

4. Tenha Seguros

Todo mundo está sujeito a acidentes e doenças que podem provocar incapacidade temporária. Esses eventos podem gerar bastante gastos, mesmo para quem tem um plano de saúde, pois impactam diretamente na renda, o que pode fazer uma reserva financeira rapidamente desaparecer.

Por isso, é recomendado contratar um seguro que dará assistência nestes momentos. E, claro, não deixar de contribuir para o INSS: a Previdência Social não consiste apenas em garantir renda para a aposentadoria, mas dá também acesso a uma série de benefícios, como o auxílio-doença.

Para saber ainda mais sobre investimentos educação financeira, não deixe de visitar o Hub de Educação da B3.

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