Como navegar as eleições de 2026: setores e estratégias apontadas por gestores
Saiba setores e estratégias que ajudam nos investimentos em período de eleições
O ano de 2026 já começou com um grande tema no calendário dos investidores: as eleições. O assunto pode deixar o mercado de “cabelo em pé” por conta do histórico de oscilações, mas especialistas presentes no Smart Summit 2026 apontam os caminhos para proteger seus investimentos no ano – e, por que não, aproveitar as oportunidades que possam surgir.
Para Camilo Marcantonio, fundador e gestor da Charles River Capital, as eleições devem ser levadas em conta, mas é preciso ter uma visão de longo prazo e perpetuidade. “Nessa estratégia, o ideal é buscar investir em ações que tenham grande margem de segurança, com preços muito menores do que elas realmente valem. Olhando para isso, anos eleitorais trazem oportunidades de investimentos, com as oscilações por motivos que não são os de fundamentos”, afirma o gestor.
Marcantonio ainda diz que, quando se tem uma avaliação fundamentalista dos ativos, a gestão de risco está relacionada com não superestimar o potencial do ativo e evitar comprar mais caro do que deveria.
Setores em destaque para 2026
Para o fundador da Charles River, empresas que tenham suas receitas, ou parte delas, dolarizadas tendem a ser menos afetadas em um ano eleitoral. Neste cenário ele aponta ações de empresas de agro, bens de capital com demanda global. Ele cita também setores como construção civil e sistema financeiro, em menor nível, entre os segmentos que devem permanecer sólidos no período.
Giancarlo Gentiluomo, head de fundos alternativos da AZ Quest, cita ainda empresas de Data Center, Biogás, Telecomunicações (que olham inteligência artificial) como aquelas que têm capacidade de contornar fatores externos, como guerra e eleições.
E além das ações?
Ainda em painel no Smart Summit, Alexandre Fernandes, CIO de Crédito da Paramis Capital, diz que a renda fixa ligada à inflação segue fazendo sentido, “com todos os cenários no Brasil, por seu posicionamento mais defensivo”.
Fernandes ainda aponta que o ciclo de redução de juros, que se apresenta neste ano, é bastante importante para as empresas, e por consequência, tem impacto no crédito privado.