Fundos de Investimento

Como definir seu perfil e montar a carteira ideal de FIIs

Analista do Clube FII explica como alinhar investimentos aos perfis conservador, moderado e arrojado

Com Clube FII

Clube FII é uma plataforma especializada em investimentos imobiliários, focada em análise, acompanhamento e organização do portfólio do investidor.

Escolher Fundos Imobiliários (FIIs) com base na rentabilidade do momento ou em dicas de influenciadores, sem um profundo conhecimento do próprio perfil de investidor, é um erro comum que pode custar caro.

Em análise detalhada, Lana Santos, analista do Research do Clube FII, explica como a identificação correta do seu perfil — conservador, moderado ou arrojado — é o passo fundamental para montar uma carteira mais lucrativa e alinhada aos seus objetivos, garantindo mais tranquilidade na jornada de investimentos.

Assim como não existe uma roupa de tamanho único, não há uma carteira de FIIs ideal para todos. Um aposentado de 65 anos que busca renda mensal para complementar seus proventos possui necessidades distintas de um jovem de 25 anos focado em acumular patrimônio. “O que existe é a carteira ideal para você, aquela que é compatível com a sua realidade e as suas metas”, afirma a analista.

Para o investidor de perfil conservador, a prioridade é a preservação do capital e a geração de renda mensal estável, com baixa tolerância a oscilações. A estratégia recomendada foca em FIIs de recebíveis (papel) do tipo High Grade, que possuem devedores de alta qualidade de crédito e garantias robustas. Esses fundos oferecem uma proteção natural contra a inflação e a alta de juros, sendo a base da “Carteira de Renda com Dividendos” do Clube FII.

O perfil moderado, por sua vez, busca um equilíbrio entre renda passiva e valorização de capital. Esse investidor aceita um risco calculado em troca de maior potencial de retorno. A carteira ideal, segundo Santos, deve balancear FIIs de papel de boa qualidade com FIIs de tijolo (shoppings, escritórios, logística) negociados com um bom desconto patrimonial. Essa estratégia é refletida na “Carteira Mix” do Clube FII, que exige um acompanhamento mais próximo para aproveitar os movimentos do mercado.

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Já o investidor arrojado está disposto a correr mais riscos em busca de retornos superiores, com foco total na valorização do patrimônio a longo prazo. A renda passiva fica em segundo plano. Para este perfil, a carteira deve ter predominância de FIIs de tijolo com descontos relevantes, exigindo movimentações mais frequentes para otimizar o ganho de capital. “O resultado não vai ser alcançado em meses, e sim em anos”, ressalta Lana, ao descrever a “Carteira Valor” do Clube FII.

Alguns erros comuns podem ser evitados: misturar perfis (ser conservador na teoria e arrojado na prática), copiar a carteira de terceiros, mudar de estratégia conforme o humor do mercado, ignorar a diversificação e não reavaliar o perfil periodicamente, já que ele pode mudar ao longo da vida.

Independentemente do perfil, a recomendação final é universal: comece devagar, mantenha a constância e tenha paciência. “Não existe perfil melhor ou pior. O que existe é o perfil que te deixa confortável para investir consistentemente ao longo dos anos. E é isso que faz a diferença no longo prazo”, conclui a analista.

*Matéria publicada originalmente em ClubeFII, parceiro de B3 Bora Investir

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