Nova carteira do Ibovespa B3 de janeiro divulgada; confira quem entra e quem sai
B3 também divulga as novas carteiras de outros 36 índices calculados
A nova carteira do Ibovespa B3, principal indicador do desempenho das ações mais negociadas da Bolsa, que vai vigorar de 05/01/2026 a 30/04/2026, conta com 85 papéis de 79 empresas brasileiras (isso porque ações ordinárias, ON, e preferenciais, PN, de uma mesma companhia podem integrar o indicador). A carteira, com base no fechamento do pregão de 02/01/2026, registra a entrada da empresa Copasa ON (CSMG3) e a saída da CVC Brasil ON (CVCB3).
Os cinco ativos com maior peso na composição do Ibovespa B3 são:
Prévia das carteiras dos índices B3
A composição das carteiras do Ibovespa B3 e dos demais índices de ações calculados pela bolsa do Brasil é revisada a cada quatro meses, em janeiro, maio e setembro, com a possibilidade de entrada e saída de empresas de acordo com a metodologia de cada índice.
Além da carteira oficial, a B3 divulga três prévias das carteiras, antes da divulgação da carteira definitiva, para que investidores e gestores de fundos, por exemplo, tenham previsibilidade quanto à necessidade de fazer ajustes no peso de cada papel em suas alocações:
– 1ª prévia: no primeiro pregão do último mês de vigência da carteira (01/12/2025);
– 2ª prévia: no pregão seguinte ao dia 15 do último mês de vigência da carteira (16/12/2025);
– 3ª prévia: cinco dias antes da vigência da carteira anterior (23/12/2025); e
– Carteira definitiva (05/01/2026).
Com as atualizações referentes às distribuições de proventos em ações que aconteceram entre a divulgação da 3ª prévia das carteiras do Ibovespa B3 e demais índices e a virada das carteiras houve a inclusão dos ativos AXIA7, RENT4 e CYRE4 nas respectivas carteiras definitivas divulgadas na data de hoje (05/01).
Também houve ajustes de quantidade decorrentes de bonificações ou subscrições nos ativos ABCB4, BMEB3, PGMN3, SBSP3, FIQE3, ITUB3, ITUB4, MGLU3, POMO3, POMO4 e SLCE3.
O ajuste em relação à 3ª prévia decorre de eventos corporativos (como subscrição ou bonificação), sem alteração no número de empresas.
Além disso, para a abertura do pregão do dia 05/01, também está prevista a troca de ticker de PETZ3 para AUAU3.
Saiba mais em: Manual de Definições e Procedimentos dos Índices da B3
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Carteira definitiva do Ibovespa B3 e demais índices
Ibovespa B3
O Ibovespa B3 reúne os ativos com maior volume negociado no pregão da bolsa do Brasil e serve de referência para investimentos como os ETFs (Exchange Traded Fund), fundos de investimentos listados em bolsa que replicam o desempenho de um índice de referência, além dos futuros de Ibovespa e as opções sobre Ibovespa.
A porta de entrada, que vai definir se um papel será incluído ou não no índice, é a liquidez, ou seja, a capacidade que essa ação tem de ser comprada ou vendida rapidamente pelos investidores.
Para compor a carteira do Ibovespa B3, as companhias listadas precisam cumprir alguns requisitos como a negociabilidade da ação nos últimos 12 meses, o volume dos negócios, o número de pregões de que a ação participou, além de não ser classificada como uma penny stock, que são as ações com valor abaixo de R$ 1,00.
Com os índices, os investidores conseguem acompanhar o desempenho de carteiras formadas por ações de diferentes segmentos da economia, além de poderem diversificar seus investimentos por meio de produtos financeiros referenciados a esses índices.
Em 2025, Ibovespa B3 encerrou o ano com 32 recordes históricos e alta acumulada de 34%. O atual recorde é de 4 de dezembro, quando o índice atingiu 164.455,61 pontos.
+ Saiba mais sobre a Metodologia do Ibovespa B3
Conheça as novas carteiras dos demais índices da Bolsa
A B3 também divulga hoje as carteiras dos demais índices calculados pela bolsa do Brasil. Hoje, são 36 índices divididos em índices amplos, de governança, por setores da economia e ESG.
Além dos índices amplos como o IBrX 100 B3 e o IBrX 50 B3, há índices setoriais, como o IFIX B3, que acompanha o desempenho médio das cotações dos fundos imobiliários negociados na bolsa; o UTIL B3, que reúne companhias de energia elétrica, saneamento e gás, o IEE B3, que reúne empresas do setor de energia elétrica; além dos índices ESG, como o ISE B3, que reúne as empresas com as melhores práticas de sustentabilidade, o IDIVERSA B3, indicador do desempenho médio das ações dos ativos de empresas listadas que se destacam no critério de diversidade, o IGPTW B3, que reúne as melhores empresas para trabalhar e o ICO2, que oferece aos investidores um indicador com empresas que medem suas emissões de gases de efeito estufa.