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Investo: Entre amadores, minimize os erros

Como no tênis, para 'não profissionais' cometer menos erros é essencial


Investo

A Investo é a maior gestora independente de ETFs do Brasil. Desde 2024, faz parte do grupo VanEck, uma das maiores gestoras globais. Com um portfólio completo com mais de 27 ETFs, oferecemos acesso a diferentes classes de ativos como renda fixa, renda variável local e global, temáticos e cripto.

Por Danilo Moreno, Coordenador de Research na Investo 
No tênis, existe uma máxima conhecida: em jogos entre amadores, vence quem erra menos; em partidas entre profissionais, vence quem acertar mais bolas vencedoras. Essa diferença de abordagem mostra como o nível de exigência e foco muda conforme o contexto. Enquanto o amador precisa evitar falhas que comprometem o jogo, o profissional precisa arriscar para se destacar. 

Nos investimentos, a lógica é semelhante. O investidor individual, que divide seu tempo entre trabalho, família e vida pessoal, não pode se dar ao luxo de transformar o mercado financeiro em uma profissão paralela. Não há tempo (e nem necessidade) de acompanhar balanços de empresas, tentar prever o movimento da próxima reunião do Fed ou escolher qual ação específica vai “explodir” nos próximos anos. Para esse investidor, a prioridade é clara: minimizar erros que podem corroer o patrimônio ao longo do tempo

E quais são esses erros? Taxas elevadas, concentração excessiva em poucos ativos, operações motivadas por emoção em momentos de crise, ou ainda a tentação de tentar adivinhar o melhor momento de entrar e sair do mercado. Um único erro grave pode custar anos de esforço. 

Basta olhar os números. Imagine dois investidores que aplicam R$ 100 mil, ambos com retorno bruto médio de 10% ao ano. O primeiro paga uma taxa de 2% ao ano em um fundo tradicional. O segundo escolhe um ETF com taxa de apenas 0,3% ao ano. Veja a diferença: 

O impacto das taxas ao longo do tempo 

Período (anos) Fundo 2% a.a. ETF 0,3% a.a. Diferença Acumulada 
10 R$ 215.892 R$ 252.387 R$ 36.494 
20 R$ 466.096 R$ 636.990 R$ 170.894 
30 R$ 1.006.266 R$ 1.607.677 R$ 601.411 

Em três décadas, a diferença ultrapassa R$ 600 mil. É dinheiro suficiente para antecipar a aposentadoria, custear a educação de filhos ou realizar projetos de vida importantes. E tudo isso não depende de acertar o próximo “winner” do mercado, mas simplesmente de evitar o erro de pagar caro por gestão ineficiente. 

Outro erro silencioso é a concentração excessiva. Quando o patrimônio está reunido em poucos ativos individuais, um único choque pode desfazer anos de acumulação disciplinada. A matemática aqui é cruel: 

O custo assimétrico das perdas 

Perda Ganho necessário para recuperar 
10% 11% 
25% 33% 
50% 100% 
75% 300% 

Quem opta por um ETF que replica um índice amplo já embute diversificação dentro de cada posição, transformando esse risco assimétrico em algo administrável e diluindo o impacto de qualquer evento isolado no conjunto da carteira. 

Essa é a essência da estratégia: para o investidor pessoa física, o jogo não é vencer com jogadas espetaculares, mas permanecer na quadra sem cometer falhas decisivas. Os ETFs cumprem exatamente esse papel, oferecendo diversificação imediata, baixo custo e simplicidade. 

Já para o investidor profissional, aquele que vive de mercado, com equipes e recursos dedicados, a busca é diferente. O desafio não é apenas evitar erros, mas encontrar consistentemente os ativos que farão a diferença, os verdadeiros winners. Mas essa não é a realidade da maioria. 

No fim das contas, investir bem não significa acertar todas as bolas na linha ou vencer com aces potentes. Para a maioria dos investidores, significa jogar de forma consistente, reduzir ao máximo os erros e deixar o tempo trabalhar a seu favor.  

Para quem busca exposição ampla e global como forma de diluir esses riscos, a Investo oferece duas alternativas: o WRLD11, que replica um índice com cerca de 10 mil empresas e representa aproximadamente 98% do mercado acionário mundial, e o VWRA11, que cobre cerca de 90% do mercado global e segue um veículo UCITS, estrutura que oferece maior eficiência tributária pelo menor imposto retido na fonte sobre dividendos reinvestidos. 

*As opiniões contidas nessa coluna não refletem necessariamente a opinião da B3

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