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Investo: Juros altos por mais tempo. Como se posicionar na renda fixa neste cenário 

Conviver com juros elevados por mais tempo tem uma implicação direta para a renda fixa


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A Investo é a maior gestora independente de ETFs do Brasil. Desde 2024, faz parte do grupo VanEck, uma das maiores gestoras globais. Com um portfólio completo com mais de 27 ETFs, oferecemos acesso a diferentes classes de ativos como renda fixa, renda variável local e global, temáticos e cripto.

Por Danilo Moreno, Coordenador de Research na Investo
O início do ciclo de cortes de juros no Brasil chegou com um recado importante: a queda será mais lenta do que o mercado imaginava no começo do ano. O Copom cortou a Selic em apenas 0,25 ponto percentual em março, levando a taxa para 14,75% ao ano, bem abaixo dos 0,50 p.p. que eram esperados pela maioria das instituições financeiras até poucas semanas antes da decisão. 

O motivo é conhecido. A guerra no Oriente Médio se intensificou e fez o preço do petróleo subir para perto de US$ 100 por barril. Isso cria um risco real de inflação lá na frente, seja pelos combustíveis, seja por outros preços que acabam sendo puxados junto. Em um ambiente assim, o Banco Central prefere ser conservador; cortar rápido demais e precisar voltar atrás seria bem mais custoso. 

No comunicado da reunião, o Copom foi claro ao dizer que o ambiente externo ficou mais incerto, com aumento da volatilidade de ativos e commodities, e que os próximos passos vão depender de como esse cenário evolui. Em outras palavras: sem forward guidance. Cada reunião será decidida com base nos dados disponíveis naquele momento. 

O que isso muda para quem investe? 

Na prática, significa conviver com juros elevados por mais tempo, e isso tem uma implicação direta para a renda fixa. Com a Selic a 14,75% ao ano, o carrego (o retorno que vem simplesmente de ficar posicionado) continua sendo um componente muito relevante. E enquanto o ciclo de cortes avança em ritmo lento, o investidor captura esse rendimento sem precisar assumir o risco de duration de títulos mais longos. 

É nesse contexto que os ETFs de renda fixa pós-fixados ganham relevância. Eles permitem acessar uma carteira de títulos públicos atrelados à Selic com baixo custo, liquidez rápida e eficiência tributária que os títulos individuais, em geral, não oferecem da mesma forma. Se o cenário externo piorar e os cortes pausarem, o carrego segue entregando resultado. Se o ciclo se apressar, o investidor mantém flexibilidade para realocar sem grandes custos de saída. 

O cenário atual exige atenção, mas também oferece uma janela concreta para a renda fixa. Com os juros ainda em patamar elevado e o ritmo de queda incerto, manter posições pós-fixadas bem estruturadas segue sendo uma escolha racional: o carrego trabalha a favor do investidor enquanto o cenário se define. 

Para investidores que buscam exposição a esse tipo de estratégia, a Investo oferece duas opções no mercado brasileiro. O LFTB11 é um ETF lastreado em uma carteira composta aproximadamente por 91% em Tesouro Selic e 9% em Tesouro IPCA+ de longo prazo, o que garante uma alíquota fixa de 15% de imposto de renda no resgate. Já, o LFTS11 segue uma lógica parecida, porém com foco exclusivo em Tesouro Selic, sendo uma alternativa para quem busca menor volatilidade e alocações de curtíssimo prazo. Ambos são isentos de IOF e come-cotas e estão disponíveis na B3, podendo ser acessados por qualquer investidor com conta em corretora. 

*As opiniões contidas nessa coluna não refletem necessariamente a opinião da B3

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