Glossário
Escritura de Emissão - O que é, significado e definição
Entenda o que é Escritura de emissão, sua função, benefícios e importância para investidores e empresas no mercado financeiro
A escritura de emissão é um documento essencial do mercado de capitais, utilizado exclusivamente em operações de debêntures. Esse documento formaliza condições, obrigações e direitos relativos à emissão de valores mobiliários e garante transparência e segurança para investidores, companhias emissoras e órgãos reguladores.
Sua relevância cresce em um ambiente com regulação mais rigorosa, no qual a clareza de informações e a proteção do investidor são prioridades.
A escritura pode ser firmada por instrumento público ou particular e deve detalhar os termos da operação: prazos, remuneração, garantias, forma de pagamento e demais aspectos financeiros e legais.
Em debêntures distribuídas publicamente ou admitidas à negociação, a presença de agente fiduciário é obrigatória e deve constar da escritura.
Desde março de 2025, companhias abertas podem protocolar a escritura diretamente na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), sem exigência de registro adicional em juntas comerciais, quando a norma aplicável assim dispuser.
Principais elementos da escritura de emissão
Uma escritura de emissão estruturada deve conter informações claras e completas sobre a operação. Entre os elementos mais relevantes estão:
- identificação das partes: dados da empresa emissora, do agente fiduciário e de eventuais intermediários financeiros;
- objeto da emissão: tipo de debênture, quantidade, valor nominal e finalidade dos recursos captados;
- condições financeiras: taxa de juros, periodicidade de pagamento de juros e amortizações, índice de correção monetária, quando aplicável;
- garantias e colaterais: descrição de ativos ou garantias vinculados à obrigação da emissora;
- procedimentos de resgate e liquidação: prazos, formas de pagamento e regras para amortização ou resgate antecipado;
- obrigações da emissora e dos investidores: direitos e deveres de cada parte, com cláusulas de divulgação de informações e penalidades em caso de inadimplência;
- registro e validade jurídica: protocolo eletrônico perante a CVM, quando exigido, que assegura a legalidade da emissão.
Importância da escritura de emissão
A escritura fortalece a confiança no mercado de capitais. Para a emissora, representa o instrumento legal que viabiliza a captação de recursos de forma estruturada e transparente. Para investidores, oferece base segura para avaliar riscos, rentabilidade e garantias antes da aplicação. Também permite fiscalização da CVM sobre o cumprimento das normas e favorece a negociação das debêntures no mercado secundário, pois assegura clareza sobre os termos da emissão e amplia a liquidez.
Benefícios de uma escritura bem elaborada
- Transparência.
- Segurança jurídica.
- Facilidade de negociação.
- Redução de riscos.
- Confiança do investidor.
Funcionamento na prática
O processo começa com a decisão da companhia emissora de captar recursos por meio de debêntures. Após a definição dos parâmetros da emissão, a companhia redige a escritura e, quando exigido, a protocola na CVM. Com o protocolo concluído, a oferta segue para apresentação a investidores, com todos os direitos e deveres previstos no documento. A escritura cumpre papel estratégico: atrai capital, reduz riscos e sustenta a liquidez do título no mercado secundário.
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