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6 investimentos para se proteger da alta da inflação

De Tesouro Direto a ETFs, investimentos diversos podem garantir a manutenção do poder de compra

Conceito de diversificação representado por um carrinho de supermercado cheio de moedas diferentes. Foto: AdobeStock/Manipulação: Estadão
Apesar de simples, uma boa pesquisa de preços sempre gera economias. Foto: AdobeStock/Manipulação: Estadão

Por Redação B3 Bora Investir

Investidores podem ter todo o tipo de objetivo ao fazer suas aplicações. Mas não importa qual seja o desejo, todos devem procurar por rendimentos capazes de vencer a inflação. É o que aponta uma matéria do E-Investidor.

Valores investidos em qualquer tipo de ativo retornam lucros após determinado período. Mas sozinha, essa diferença pode não significar ganhos reais.

Isso porque a inflação do período funciona como uma espécie de pressão contrária ao rendimento, pois diminui o poder de compra da população. Com a inflação, a mesma quantidade de dinheiro do período em que o investimento foi feito não consegue mais comprar os mesmos bens e serviços no vencimento dele.

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Qual investimento te protege da inflação?

O rendimento real de um investimento já desconta o impacto da inflação no lucro. Somente quando ele for positivo significa que o investidor, de fato, enriqueceu.

Não à toa, diversos tipos de ativos são atrelados a algum índice que calcula a inflação, o que garante aos investidores que seu poder de compra seja preservado. Conheça algumas dessas opções.

1. Tesouro IPCA+

O Tesouro IPCA+ é um título de renda fixa, o que significa que as regras de rendimento são definidas no momento da compra. Como o próprio nome sugere, parte do rendimento desse tipo de investimento está atrelado ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice de inflação oficial do governo, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

2. Renda fixa privada

Certificados de Depósitos Bancários (CDBs), Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) são títulos de renda fixa privados emitidos por bancos. O primeiro tipo serve para cobrir a necessidade de liquidez das instituições financeiras, enquanto LCIs e LCAs buscam recolher recursos para os setores imobiliário e agrícola, respectivamente.

Os bancos, emissores dos títulos definem as condições. É possível encontrar opções de CDBs, LCIs e LCAs híbridos no mercado, atrelados à inflação.

3. Debêntures

Outra opção de renda fixa é a debênture. Também se trata de um título de dívida, mas nesse caso emitido por uma empresa privada, não pelo Estado ou por instituições financeiras — as regras de rendimento são definidas pela empresa. Existem opções de debêntures atreladas à inflação, bem como pré-fixadas ou pós-fixadas.

4. Fundos de investimento

Fundos de investimentos são formados por diversos tipos de aplicações. Neles, os investidores alocam o seu dinheiro e a gestora fica responsável por formar uma “cesta” de ativos variados. E existem opções para quem deseja se proteger da inflação.

Os ativos que compõem essa modalidade, chamada de “fundos de inflação”, escolhem investimentos como Tesouro IPCA+ e debêntures, LCAs e LCIs atrelados à inflação. Seu foco é acompanhar o índice de mercado da Anbima, o IMA-B, que é uma uma carteira teórica formada por títulos atrelados a inflação.

5. ETF

Exchange Traded Funds (ETFs) são ativos atrelados a algum tipo de índice negociados na Bolsa de Valores. Alguns deles, como ETFs de renda fixa, podem estar associados a índices inflacionários e ter sua carteira formada por títulos do Índice IMA-B.

6. Fundos Imobiliários

Fundos de investimentos imobiliários, ou FIIs, têm como objetivo investir em projetos do mercado imobiliário. Eles não seguem um índice de inflação, necessariamente, mas podem funcionar como proteção do patrimônio contra ela, pois seus contratos de aluguel são atrelados à inflação.

Para mais conteúdo sobre finanças pessoais, confira o Hub de Educação Financeira da B3.

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